Tratamento para dependentes de cocaína – SOS Sobriedade

A dependência de cocaína tem tratamento e existem várias formas de buscar ajuda. Saiba mais sobre o tratamento para dependentes de cocaína!

Tratamento para dependentes de cocaína

Tratamento para dependentes de cocaína A dependência de cocaína é um transtorno passível de tratamento, ao contrário do que muitas pessoas pensam. Porém é certo que nenhum modelo de tratamento pode ser considerado eficaz para todos os pacientes.

Existem Clínicas de Recuperação, Comunidades Terapêuticas, Grupos de Apoio como o Narcóticos Anônimos, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), entre outras formas terapias.

Vale a pena ler!


Indivíduos que desenvolvem dependência de cocaína possuem diferentes características e necessidades. Estudos apontam uma boa relação custo-benefício do tratamento; o resultado mais comum dos diversos tratamentos é a redução do consumo nos anos posteriores, bem como a diminuição das atividades ilegais e do comportamentos criminal do dependente.

O tratamento, porém, necessita ser entendido como um processo contínuo, assim como modelos médicos utilizados em doenças crônicas, tal qual Diabetes e hipertensão arterial.

Para que o tratamento seja contínuo a fim de prevenir recaídas existem vários recursos disponíveis para o dependente e recuperação.

Veja as seções:


Nem todos os usuários necessitam de tratamento; muitos interrompem definitivamente o consumo após o surgimento dos primeiros prejuízos, ou seja, quando começam a perder o emprego, confiança da família, amigos, etc. Outros, todavia, continuam a usar a cocaína apesar das consequências evidentes que passam a apresentar. A necessidade do tratamento é muitas vezes determinada pelo envolvimento obsessivo do sujeito com a droga que passa a prejudicar os demais aspectos de sua vida.

O Processo Terapêutico


O processo terapêutico inicia com medidas para trazer o paciente para os serviços de assistência. O dependente não procura tratamento por achar que está usando droga demasiadamente, mas sempre frente a “situações de crise”, geralmente envolvendo trabalho, família, situação financeira, problemas legais, emergências médicas e rompimento de relacionamento afetivo. Uma forma de promover o acesso do indivíduo a tratamento é interromper a “FACILITAÇÃO” familiar, conforme discutido no capítulo anterior. No momento do ingresso ao tratamento, quase sempre o paciente tem a ilusão de poder retornar ao uso controlado da cocaína (“dar um tempo”). Esta ocorrência é impossível, pois uma vez cruzada a linha invisível da dependência, a capacidade de retorno a consumo ocasional ou controlado é definitivamente perdida. Muitas vezes o paciente demora meses ou anos, com inúmeras recaídas e aumento dos prejuízos, até que se conscientize deste fato.

Qualquer modelo de tratamento para a dependência da cocaína deve incluir alguns aspectos básicos, fundamentais para a obtenção de resultados positivos. A abstinência deve ser não somente da cocaína, mas de todas as drogas de abuso, primeiro e principal objetivo do processo terapêutico. Tanto o álcool como outras drogas deflagram “fissuras”, mesmo meses (ou anos) após a interrupção da cocaína; como citado acima, o consumo tem um efeito desinibitório sobre o consumo de outras drogas (reduz a capacidade de evitar o consumo), aumentando ainda a impulsividade do paciente.

A abstinência e a fissura são normais quando se interrompe o uso de qualquer droga. Para isso, sugerimos ler os artigos que tratam destes aspectos:


Aspectos psico-educacionais, tanto sobre a cocaína, álcool e outras drogas, como sobre a própria dependência devem sempre ser incluídos em qualquer modalidade terapêutica empregada. Este componente auxilia o paciente a compreender e aceitar a própria dependência. Deve incluir aspectos farmacológicos, princípios básicos da doença, sinais de recaída e formas de preveni-las, as conseqüências bio-psicossociais da dependência, aspectos familiares, capacitação e co-dependência (p.ex. cônjuge do dependente).

A co-dependência e o papel da família no tratamento


O envolvimento familiar é fundamental. Outras medidas que costumam ser incluídas no processo são terapia individual e familiar, participação de grupos de auto-ajuda, busca de atividades alternativas ao consumo de substâncias psicoativas, cuidados médicos, nutricionais e dentários, análises toxicológicas, intervenção farmacológica prescrita por profissional afeito às características da dependência e tratamento em regime de internação (hospitalar e comunidades terapêuticas). Quanto mais abrangente e completo o programa terapêutico, maior a chance de recuperação.

Muitas famílias pensam que somente o dependente precisa de tratamento, mas não é assim que funciona, a família também adoece junto com o dependente e precisa de tratamento, até por que precisa saber a lidar melhor com o dependente em recuperação.

Existem grupos de apoio e terapias direcionadas para a família e co-dependentes. Recomendamos ler os artigos:


A internação do dependente, ao contrário do que se acreditava antigamente, não é solução para todos os pacientes. Ao contrário, os estudos científicos realizados nas últimas décadas não comprovam nenhuma vantagem de um método hospitalar em relação a ambulatório para toda a população de dependentes que buscam, ou são levados para o tratamento. Pelo contrário, a internação é melhor entendida como um método de promoção de abstinência, apenas uma parte da recuperação do indivíduo, devendo SEMPRE ser associada a seguimento ambulatorial posterior. O tratamento em ambulatório, de fato apresenta algumas vantagens sobre a internação, por ser menos custoso (possibilita ao serviço o tratamento de um maior número de dependentes), causar menor interrupção na vida do indivíduo (muito dependentes que procuram tratamento, por exemplo, continuam a manter atividades sociais e ocupacionais importantes, auxiliando na manutenção de toda sua família). A internação carrega também um estigma social importante, que é delegado ao indivíduo.

O dependente aceita mais fácil o tratamento ambulatorial e este modelo busca que o paciente lide com sua compulsão em seu “mundo real” (ao qual irá retornar muitas vezes despreparado após período de internação). 

Indicações de internação para dependentes de cocaína


  • Risco de suicídio, agressividade física importante, quadro psicótico;
  • Doenças médicas ou psiquiátricas associadas que indiquem internação (infarto de miocárdio, convulsões, etc.);
  • Intensa disfunção de vida do dependente ou incapacidade de lidar com tarefas básicas de sua própria rotina (cuidados pessoais, alimentação, etc.);
  • Dependência associada de substâncias que requerem tratamento hospitalar (abstinência de álcool ou opióides);
  • Fracasso das tentativas de abordagem ambulatorial do dependente.


Para saber mais sobre como parar de usar cocaína recomendamos o artigo:


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Aqui você encontra ajuda!

O SOS Sobriedade oferece suporte online para dependentes, famílias e qualquer pessoa que está com problemas com álcool e drogas ou tem alguém na família que está sofrendo com a dependência química e não sabe o que fazer!

Oferecemos:

  • Orientação;
  • Recomendações de Clínicas de Recuperação e Comunidades Terapêuticas;
  • Encaminhamento para internação;
  • Indicações de Grupos de Apoio e Terapias;
  • Informações úteis diversas.

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Fonte: http://adroga.casadia.org/drogas/cocaina-crack/tratamento-individuos-abuso-dependencia-cocaina-crack.htm


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