Drogas na família – O que não fazer quando o seu filho está usando drogas?

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Quando a os pais percebem que o filho está usando droga, a postura não deve ser de desespero e nem tomar decisões precipitadas. Veja algumas dicas do que não fazer quando o seu filho está usando drogas!

Quando a família percebe alguns sinais de que o filho pode estar usando drogas, não se deve tirar conclusões, fazer pré-julgamentos ou tomar decisões precipitadas.

Normalmente, quando os pais ficam sabendo que o filho usando drogas, consideram o uso de drogas como o foco do problema, e entram em uma missão desastrosa de investigar a vida do filho, como se fossem detetives.

Usar drogas pode não ser o problema principal!

O uso de drogas pode estar relacionado a diversos dificuldades, que são naturais na vida de qualquer adolescente, como relacionamento na escola, depressão, decepções amorosas, crise de adolescência, dificuldade de se relacionar com pessoas, timidez, entre outros fatores.

Caso isso esteja acontecendo, usar drogas não deve ser considerado o problema principal. Tal uso deve ser visto em relação as dificuldades anteriores do filho. Há mal-estar, sofrimentos e determinadas dificuldades que ele não consegue resolver, ligadas a uma ou várias áreas da sua vida.

Assim, o filho que começa a recorrer a drogas atravessa uma crise. É a esta que os pais devem atentar, com intuição, perspicácia e amor, para descobrir suas causas e adotar medidas adequadas para resolvê-la.

Com frequência, a primeira reação dos pais ao descobrir que um filho está usando drogas, é de perplexidade, angústia ou pânico. Às vezes, é seguindo do sentimento de estarem sendo traídos: “Como isto foi acontecer com o nosso filho!?”

Um forte sentimento de culpa costuma surgir: “Onde foi que erramos?” “Como merecemos tal castigo?”.

Esta culpa pode se expressar, ainda, pela dificuldade de admitir a própria responsabilidade. Procura-se alguém para poder culpar: “Só podem ser as más companhias, porque nós lhe demos de tudo!”, ou então, culpa-se a escola, o professor, a televisão, o governo…

Observa-se outras reações, a partir da ideia, por exemplo, de todos os filhos terem que ser iguais: “Não sei o que deu errado com este menino, ele foi educado igualzinho aos outros, que nunca deram problemas!” Isto pode revelar que o filho em questão ocupe na família um lugar de “filho problema” ou, ainda, de “bode expiatório”.

Manifesta-se por exemplo a opinião que todos os outros filhos são bons e que somente este, “o viciado”, cria problemas. Não é raro, também, vir à tona a rivalidade (até certo ponto normal) entre os irmãos, ou, ainda ambições desmedidas dos pais a respeito destes.

Aparecem também sentimentos de medo e de vergonha, principalmente diante terceiros: avós, primos, amigos, colegas, vizinhos. Tais reações e sentimentos são compreensíveis, pois refletem a sensação de impotência dos pais. O risco é que levem a reações extremadas, como:

  • Prender o filho no quarto à noite ou no fim de semana;
  • Brigar, bater, ameaçar;
  • Vigiar todos os seus passos;
  • Revistar suas coisas e roupas;
  • Ir atrás dele nos lugares que costuma frequentar;
  • Proibir contatos com amigos;
  • Chamar a polícia “para dar um susto nele”;rp_co-dependentes-300x200.jpg
  • Denunciá-lo em delegacia ou tribunal;
  • Denunciar seus amigos como traficantes;
  • Internar numa clínica, em geral psiquiátrica;
  • Tirá-lo da escola;
  • Expulsá-lo de casa;
  • Deserdá-lo;
  • Fingir que nada está acontecendo.

Uma eventual falta de comunicação na família não permite aos pais compreender o apelo dos filhos. Tudo é recebido como reclamação ou agressão.

Apela-se então para qualquer ajuda à procura de uma “solução mágica” do problema, muitas vezes sem tentar discernir seu alcance verdadeiro.

E o que fazer?

Eis uma série de condutas possíveis, leia o artigo:

 

Busque ajuda!

Muitas vezes, devido ao consumo do álcool e/ou droga, o usuário coloca em risco aspectos importantes de sua vida, tais como família, emprego, saúde. Além disso pode não perceber os problemas decorrentes deste uso ou mesmo negá-los. Nesses momentos, não é raro os membros da família apresentarem sentimentos de raiva ou impotência frente ao usuário ou a situação.
Essas ocasiões deveriam se transformar em buscas de ajuda em unidades de saúde, conversas com um profissional e pessoas de referência na sua comunidade, adesão a grupos de ajuda e cursos.

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Para lidar com um dependente químico, primeiro é preciso conhecer a doença, os sintomas de abstinência, a prevenção de recaídas e as questões psíquicas e emocionais que envolvem a dependência química.

A família é parte importante na recuperação do dependente químico e é a  mais indicada para auxiliá-lo. Graças compreensão e  a criatividade baseada na afetividade, ele mesmo poderá encontrar uma saída para a enrascada na qual se meteu, muitas vezes sem querer ou sem saber por quê!

 


Busque informações corretas sobre as drogas, pois os filhos deixam de acreditar no que os pais dizem quando percebem que as informações repassadas não correspondem à realidade.
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