Dopamina não é a grande vilã da dependência química!

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Estudos recentes mostram que a dopamina não é a grande vilã da dependência de álcool e/ou drogas. Saiba mais…

Até pouco tempo atrás, o efeito da dopamina no cérebro e do sistema de gratificação estava relacionado como o principal fator do vício e dependência.
 
 
Atualmente, estudos propõem uma nova teoria para explicar a dependência química, como por exemplo, a grande colaboração do pesquisador Jen-Pol Tassin do Quai St. Bernard na França, que veio comprovar que o consumo de álcool e drogas provocam uma dessincronia entre um neurônio específico que é receptor de noradrenalina e um outro neurônio receptor de serotonina.
 
Pedro do Prado Lima, especializado em bioquímica e professor da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), afirma que estas novas pesquisas indicam que a dopamina não tem tanto a ver com o processo de dependência quanto se pensava.
 
Tassin afirma ainda que a nicotina sozinha não vicia, o que é viciante no cigarro é a sua combinação com o tabaco, este sim com substâncias que criam dependência. Em testes com roedores, a nicotina sozinha não produziu dependência. Isto permitiu que ele patenteasse um novo tratamento de combate ao tabagismo.
 Dopamina não é a grande vilã da dependência química!
“Atualmente, o efeito placebo é mais eficaz que os tratamentos de substituição da nicotina exatamente porque ela não tem o fator viciante”. Segundo Tassin, a droga para substituir o cigarro deve agir na recepção de um tipo de serotonina (5HT-2A) que provoca o vício.
 
Pesquisas mais antigas como a de Prado Lima já indicavam outras causas para a dependência. A primeira parte de seu estudo publicada em 2004 mostra que pequenas alterações genéticas (que todos temos) seriam responsáveis por diminuir em até 20% a expressão gênica dos receptores de neurotransmissores no cérebro. Com isto, os neurônios seriam mais resistentes a serotonina, noradrenalina e dopamina, e por consequência, mais suscetíveis à dependência.
 
“Na população, 25% tem menos receptores, 25% tem mais e 50% fica na média”, explica. “Dos que tem menos, a chance de parar de fumar é metade. Já entre os que têm mais receptores, a chance de largar o vício é de 83%”. Assim, quanto mais receptores você tem, maior a chance de largar o vício.
 
“As drogas são como um cavalo de troia, ativam profundamente um sistema, mas são ruins, já que são exigidas cada vez mais para que o efeito se repita”, faz a analogia Prado Lima.
 
Claro que questões já conhecidas como estresse, meio ambiente e disponibilidade da droga também facilitam a dependência.


Busque ajuda!

 
Muitas vezes, devido ao consumo do álcool e/ou droga, o usuário coloca em risco aspectos importantes de sua vida, tais como família, emprego, saúde. Além disso pode não perceber os problemas decorrentes deste uso ou mesmo negá-los. Nesses momentos, não é raro os membros da família apresentarem sentimentos de raiva ou impotência frente ao usuário ou a situação. 
 
Essas ocasiões deveriam se transformar em buscas de ajuda em unidades de saúde, conversas com um profissional e pessoas de referência na sua comunidade, adesão a grupos de ajuda e cursos.

Dependência Química:Como lidar?


Para lidar com um dependente químico, primeiro é preciso conhecer a doença, os sintomas de abstinência, a prevenção de recaídas e as questões psíquicas e emocionais que envolvem a dependência química.

 
A família é parte importante na recuperação do dependente químico!

 


Busque informações corretas sobre as drogas, pois os filhos deixam de acreditar no que os pais dizem quando percebem que as informações repassadas não correspondem à realidade.
 
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