DEPENDÊNCIA DE CRACK É MAIOR E MAIS PREJUDICIAL ENTRE MULHERES, DIZ ESTUDO

Série da EPTV, afiliada da Rede Globo, aborda o sofrimento das usuárias de crack. Estudo revela que as mulheres usam em média 21 pedras de crack por dia. Leia o artigo!

A dependência química é uma doença que atinge principalmente as mulheres. O índice de dependência, principalmente do crack, é maior em comparação aos homens. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entre as mulheres é de 74%, enquanto o índice de homens é de 29%. A EPTV, afiliada da TV Globo, inicia nesta terça-feira (7) uma série especial sobre este drama vivido por milhares de brasileiros.

A dependência é um doença crônica que se multiplica. Na “cracolândia”, região central de São Paulo (SP), os usuários andam por todos os lados consumindo a droga de dia ou de noite. Os homens são a maioria, mas o vício é maior entre as mulheres.

No estado de São Paulo, as mulheres usam em média 21 pedras de crack por dia, e os homens, 13.  O estudo da Unifesp foi realizado com 131 mulheres usuárias de crack durante 12 anos, e apontou que 60% delas foram assassinadas. A maioria das mortes acontecem nos primeiros cinco anos de uso da droga, e 10% das mulheres analisadas foram presas por crimes de roubo e homicídio.

Em oito segundos o vapor do crack chega ao cérebro e desperta o prazer passageiro. Depois de cinco minutos o efeito passa. Tão grave quanto o efeito que a droga causa no organismo é o ambiente violento criado pelo crack.

Segundo a psicóloga Laura Fracasso, o ambiente de violência e o uso de substâncias deixa a mulher  muito fragilizada. “Não é só uma fragilidade orgânica, de debilidade física, mas também social, porque temos ainda muito forte o preconceito contra a mulher usuária de droga”, afirma.

Em Campinas (SP), uma usuária de 32 anos e mãe de quatro filhos tem a calçada como casa e afirma que usa a pedra quase todos os dias. Outra usuária, com 23 anos e três filhos, a jovem também não tem casa e para comer depende de doação.

Um mulher, que prefere não ser identificada, luta contra o vício e está internada a um mês em uma clínica. “Eu tinha 14 para 15 anos quando conheci o álcool, com a turminha eu conheci a maconha, depois a cocaína, e depois infelizmente eu conheci o crack. Foi a destruição”, relata a dependente.

Abstinência

No Centro de Campinas, a comerciante Edneia Silva Sene e mãe de oito filhos, perdeu tudo por causa da dependência de crack, inclusive a auto-estima. “Um cachorro tem mais valor do que eu”, conta chorando. “É mais forte do que a gente, quando eu fico uns dias sem, eu fico doente, fico mal, não consigo nem sair do lugar. Eu não aguento mais essa vida”, diz Edneia.

Ela apela por ajuda.”Me ajudem, eu preciso sair dessa, voltar para a sociedade, eu tenho boas referências, nunca fui presa, as pessoas não me tratam com carinho como antigamente”, conta a usuária.

Extraído de: http://www.uniad.org.br/interatividade/noticias/item/22944-dependência-de-crack-é-maior-e-mais-prejudicial-entre-mulheres-diz-estudo

 

Busque ajuda!

Muitas vezes, devido ao consumo de droga, o usuário coloca em risco aspectos importantes de sua vida, tais como família, emprego, saúde. Além disso pode não perceber os problemas decorrentes deste uso ou mesmo negá-los. Nesses momentos, não é raro os membros da família apresentarem sentimentos de raiva ou impotência frente ao usuário ou a situação.
Essas ocasiões deveriam se transformar em buscas de ajuda em unidades de saúde, conversas com um profissional e pessoas de referência na sua comunidade, adesão a grupos de ajuda e cursos.

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Para lidar com um dependente químico, primeiro é preciso conhecer a doença, os sintomas de abstinência, a prevenção de recaídas e as questões psíquicas e emocionais que envolvem a dependência química.

A família é parte importante na recuperação do dependente químico!

 

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