Cãoterapia no tratamento para a dependência química

Amigo do homem e da saúde!
O projeto “Com bichos e sem Grilos”, da seção de Zoonoses de Jundiaí, utiliza cães no atendimento a crianças com doenças crônicas. Depois de treinados, os animais ajudam na terapia com idosos e dependentes de drogas.

Não importa em que situação esteja o ser humano, eles estão prontos para dar e receber carinho, tocando o coração e ajudando na recuperação de pessoas como, por exemplo, os dependentes químicos que estão em tratamento no Cead (Centro de Especialização no Tratamento de Dependência de Álcool e Drogas).
Eles aparecem todas as manhãs de sextas-feiras para participar da terapia, feita por dois grupos voluntários, há cerca de seis meses no Cead.  As pessoas em tratamento conversam e brincam com os cães, que latem, pulam, fazem e recebem seus carinhos. De acordo com a psicóloga especialista em dependência química Rosângela Mota Ligieri Nunes, este é um projeto-piloto. “Eu sabia da existência deste tipo de terapia e entrei em contato com os grupos de adestramento para saber se daria para aplicar aqui.” 

Ansiedade controlada – “Quando estou com eles, me sinto contente. Eles são firmeza”, conta o jovem Cléber Rogério Fiorezi, 19 anos, que está internado há duas semanas. Segundo ele, álcool, maconha e cocaína eram seus companheiros freqüentes, até que decidiu procurar ajuda antes de começar a consumir crack. “O maior defeito das pessoas é a curiosidade, foi assim que comecei a usar drogas”, relata.

Pintando um abajur feito com jornal, Fiorezi espera pela oficina com cães. “Eu tenho um cachorro em casa. Li numa revista que os cães descobrem até doenças”, comenta. Segundo Rosângela, a terapia contribui na melhora dos pacientes junto com as oficinas de artesanato, yoga, natação e capoeira. “As pessoas que estão aqui geralmente estão submetidas a ansiedade, depressão e solidão. A presença dos animais descontrai, elas brincam e até pedem para deixar os cães mais tempo por aqui”, comenta. Na terapia com animais, o grupo se fecha, os cães ficam soltos e é mais uma oportunidade para que o terapeuta avalie as pessoas em tratamento.
Maria Carolina de Paula, 26 anos, está em internação intensiva (passa o dia em atividades e apenas à noite volta para casa) pela segunda vez. Ela conta que  há dois anos passou pelo tratamento no Cead, mas voltou para a consumir drogas. “Da outra vez, fiquei aqui por causa da pressão da família. Agora estou aqui por vontade própria”, afirma.
Após passar por todos os tipos de drogas, Maria Carolina decidiu voltar a levar uma vida normal. Para ela, os cães ajudam a perceber que a vida não é ruim. Segundo ela, é na terapia com cães que se livra do estresse. “Às vezes eu chego aqui de baixo astral e os cães logo percebem. Eles vêm até a gente e fazem um carinho. É muito bom.” Em casa, Maria Carolina não tem cachorro porque mora em apartamento. “Mas eu cuido dos cachorros da rua, levo comida e água para eles.”
R., 36 anos, é mãe de um menino de três anos e, por causa dele, foi para o Cead, a fim de se livrar do vício no álcool. Na roda com os cachorros, é a mais animada. “Vem, Tukinha!”, chama com biscoito para cães na mão. “Acho que a gente se distrai. Me sinto bem e confiante.”
Escolhidos – Os cães que participam da terapia são preparados e apresentam obediência básica para dar assistência ao trabalho desenvolvido. Segundo o adestrador e comportamentalista animal, Julio Neto, os cães passam por avaliação para saber se podem assistir idosos, crianças ou pessoas que passam por tratamento contra a dependência química. “Os animais são instrumento na mão do psicólogo”, diz Neto, que trabalha há três anos com a ´cãoterapia´ e cujos cães já visitaram idosos da Cidade Vicentina e trabalharam com crianças com Síndrome de Down. O adestrador e criador Henrique Rodrigues de Oliveira diz que a intenção é atingir um número maior de entidades em Jundiaí. No entanto, os grupos necessitam de voluntários e patrocínio para que possam ampliar o trabalho. “No momento estamos limitados a poucas entidades, mas poderíamos atender muito mais”, considera.
Encaminhamento – Os pacientes do Cead são encaminhados pela rede pública e passam por triagem, pelo grupo de acolhimento e grupos de referência. Segundo Rosângela, os pacientes ficam como internos no Cead durante o dia e, à noite, submetidos ao que se chama de ´internação domiciliar´. A entidade é mantida pelo Ministério da Saúde, que repassa a verba para o gestor, ou seja, a Prefeitura de Jundiaí. O Cead aceita doações e, no momento, recebe estagiários da área de saúde, como psicólogos e enfermeiros.
  Como está a minha vida hoje é uma pergunta entre aqueles que estão envolvidos nessa luta?
Alguns já conhecem a famosa pizza em pedaços: o lado emocional, o lado de relacionamentos que é o lado espiritual dentro dos grupos anônimos, o lado familiar, o lado social e lazer, o lado físico e financeiro e o lado profissional ou escolar. Vejamos agora o quadro de alguém que está em equilíbrio: ele da atenção a todas as áreas da vida dele de forma proporcional, um pouquinho para cada divisão, é o quadro do ser perfeito, a pessoa perfeita faz isso. Mas como nós não somos perfeitos então qual é o nosso quadro? O lado emocional toma conta de 3/4 em detrimento da área profissional, familiar, social, lazer, física, financeira e a área do relacionamento.
Vocês querem um exemplo de até aonde vai o nosso desequilíbrio emocional? É só notar quem tem cachorro pequeno em casa. Se o familiar estiver a ponto de estourar o cachorro fica quietinho, não dá um latido. Se o dependente chega a sua casa alcoolizado ou drogado, o cachorro é o primeiro a subir em cima da cama da dona ou sair de perto dele. Só nós próprios não percebemos isso.

UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!
TRATE BEM OS ANIMAIS!


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