A mente de renúncia – O desapego da ignorância e do sofrimento

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É possível atingir a liberdade da nossa consciência e ter uma relação amigável com nós mesmos. É possível apreciar a vida como uma dança que flui naturalmente, sem compassos, sem coreografias pré-estabelecidas e sem o apego ignorante às formas ilusórias das coisas.

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A mente de renúncia

O desapego da ignorância e do sofrimento

Para atingir a liberdade da nossa consciência e ter uma relação amigável com nós mesmos precisamos desistir de “agarrar” para não fazer tudo do jeito que imaginamos em nossos devaneios.

O sofrimento é causado pela ignorância em agarrar as coisas, no apego pela noção de como imaginamos que deveria ser. O resultado disso é o “sofrimento do sofrimento”. O sofrimento por si só não é tão ruim, o que é ruim é o ressentimento contra o sofrimento que é a verdadeira dor.

 A mente de renúncia – O desapego da ignorância e do sofrimento

Ficar chateado, irritado e agitado mostra que eu não tenho a mente de renúncia. A mente de renúncia consiste na compreensão de que tudo o que nos leva a perder a paz não é grande coisa e não vale a pena. Na medida em que vamos nos acostumando com essa ideia, vamos adquirindo a mente de renúncia. Se não conseguimos renunciar os pensamentos e sentimentos negativos da nossa mente, pelo menos tentamos ver por que transformamos tudo em uma coisa tão grande. Este é um modelo de como invocar a mente de renúncia.

Vejamos um exemplo: Para uma pessoa que anda pelo deserto, tudo o que é aquoso ou lembra água é a coisa de mais valor para ela. Por mais que seja uma mera miragem, o único desejo é aproximar-se da água. Se a pessoa não compreende que tudo isso é só uma miragem, tudo o que ela vai ter é uma grande frustração. Assim, saber que é só uma miragem é a descoberta da mente de renúncia, que consiste no desapego das coisas que nos levam ao desapontamento e que são apenas ilusões causadas pela nossa ignorância.


A mente de renúncia – O desapego da ignorância e do sofrimento

Muitas vezes entendemos a renúncia como abrir mão de algo, mas na verdade, como no exemplo da miragem, não abrimos mão de nada, pois não há nenhuma água, é só uma miragem. Então, não abrimos mão das ilusões que nos apegamos, pois elas são falsas e não existem de fato, são distorções da realidade. A pessoa só precisa despertar para o saber, enxergar as miragens da vida e quando isso acontece, não precisa de renúncia, pois no momento que a pessoa entende que é só uma miragem, é mais provável que ela nem vá até lá porque sabe que é falso, ou mesmo que vá, não há frustração, pois já sabia o que havia ali.

A mente de renúncia não tem nada a ver com sacrifício. Quando falamos sobre renúncia, de algum modo ficamos todos assustados porque pensamos que temos que abrir mão de alguns bens, algo valioso, algumas coisas importantes. Mas não há nada que seja significativamente importante. Na verdade abrimos mão de uma identidade, não abrimos mão de determinada coisa ou pessoa, mas do significado dela em nossa vida, do que ela representa para nós.

por Rodrigo Longo

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Dados do Artigo:

A mente de renúncia – O desapego da ignorância e do sofrimento
Espiritualidade
A idéia da mente de renúncia não tem nada a ver com sacrifício, mas com abrir mão do significado das coisas, de dar uma nova identidade às coisas que damos valor e que são importantes para nós. Saiba mais!

Fontes:
MEDITAÇÃO E CURA!
16 de setembro de 2013 – Disponível em:  http://budavirtual.com/2013/09/16/meditacao-e-cura/

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