Dicas para os pais manterem seus filhos longe das drogas

Pais_e_filhos
O abuso de drogas é um problema que pode ser prevenido e a adicção é uma doença tratável. Acreditar que somente as autoridades têm o poder ou obrigação de proteger nossa família poderá colocar nossos filhos em risco.
Somente assumindo a posição de pais pode-se diminuir o acesso às drogas. Os filhos que ouvem os pais falarem sobre os riscos das drogas, embora não estejam totalmente imunes, estarão muito mais seguros do que filhos que não vêem (ou não sentem) os pais se preocupando.
Você não perceberá os caminhos que seu filho está trilhando se não estiver próximo dele.
Participe e permaneça envolvido com a vida dos filhos, desde a infância até a idade adulta. Dê atenção ao cotidiano dele. Se você nunca se interessou em saber sobre os amigos que ele tem… Essa é a hora de começar. Saiba sobre os amigos, quem são, onde moram, se praticam esportes, se são bons alunos…
Pode ser desconcertante para um pai que não cultivou o habito de participar da vida do filho… de repente mostrar interesse e começar a fazer perguntas, pode ser constrangedor para os dois.
Se este for o caso procure não “forçar a barra”.
Comece a (re)construir a relação progressivamente… pergunte/conheça os tipos de lazer/diversão que o familiar gosta, tente programar um dia para acompanhar seu filho em horários de lazer. Quando o filho comentar sobre algo relacionado à escola procure demonstrar (real) interesse, saiba quem são os outros alunos e participe de eventos cotidianos como ajuda-lo em alguma matéria da escola.
Nós adultos e pais vivemos em um mundo onde o tempo é precioso (tempo é dinheiro), a maioria dos pais (eu também) trabalham acima de doze horas por dia e apesar de ter pouco tempo para dedicar à família eu sei que na maioria das vezes, tudo que um filho quer é que seus pais se reúnam a mesa para jantar ao lado dele. Esta é uma boa hora para estreitar as relações com os filhos.
Converse frequentemente.
Comece o diálogo enquanto seus filhos estão na flor da idade. Não precisa ser uma conversa forçada.
Uma notícia que vocês viram juntos na televisão pode ser um bom motivo para fazer analogias ao cotidiano da família, um filme ou um incidente como um atropelamento pode ser aplicado a realidade da comunidade onde vivemos e aos problemas que enfrentamos atualmente, inclusive os problemas do álcool e das drogas.
Monitore seus filhos.
Os filhos cujos pais os supervisionam de perto terão menor possibilidade de desenvolver um problema com drogas e se isso ocorrer os pais estarão prontos para corrigir a rota.
Saber “quem, o que, porque, onde, quando e como” das atividades de nossos filhos, trocar idéias com outros pais, e continuar desenvolvendo esta prática com os nossos filhos, estendendo a todos seus amigos é um longo caminho. Nunca é tarde para dar o primeiro passo!
Ser só amigo não é suficiente, seja o pai.
Nossos filhos já têm amigos, mas necessitam de pais amorosos, que se importem e se comportem (comportamento = exemplo) como pais.
Reforce consistentemente os limites para sua família, limites que devem ser respeitados mesmo quando os filhos estiverem em local onde você não possa estar presente, ou quando estiverem com famílias que têm regras diferentes.
Os filhos gostam de se sentirem confiáveis, e aceitarão que os limites preestabelecidos, quando explicados que visam seu bem estar, serão compreendidos e aceitos como parte do amor dos pais
A adicção é um problema de saúde.
Não acontece porque alguém é “uma má pessoa” ou por uma falha de caráter. Não é sua falha ou falha do filho. O estigma e a vergonha devido à ignorância passada e estereótipos sobre o problema não deve ser aceito.
O problema da droga pode assolar uma família, atingindo pessoas que amamos.
O uso de drogas pode alterar o comportamento, tornar essas pessoas egoístas; elas podem roubar manipular e mentir.
Porém o hábito de abusar de drogas ou álcool tem uma base fisiológica; o uso crônico, tanto do álcool como de outras drogas, causa uma progressiva mudança na química cerebral que, se compreendida e devidamente tratada pode ser revertida.
Há esperança, ajuda e tratamento disponível à qualquer família se alguém desenvolver um problema de abuso de substâncias.
Há modos objetivos para avaliar o problema, e muitos tratamentos novos.
Muitas pessoas recuperam a saúde e dão uma guinada em suas vidas, embora estas lutas anônimas não causem tanto alarde como as lutas públicas de Vera Fisher ou Diego Maradona, diariamente milhões de pessoas estão se recuperando.
Caso a adicção já tenha se instalado, as recaídas podem acontecer sem motivo aparente. Estimule o familiar a conhecer e praticar um “Plano de prevenção à recaída”.
Esteja atento aos sinais de aviso mais freqüentes que antecedem as recaídas:
•          As 11 fases e sinais de aviso da recaída:
•          1. Sinais (internos) de aviso de recaída.
•          2. Volta à negação
•          3. Impedimentos e comportamentos defensivo
•          4. Construindo a crise
•          5. Imobilização
•          6. Confusão e super-reação
•          7. Depressão
•          8. Perda de controle do comportamento.
•          9. Reconhecimento da perda de controle
•          10. Redução de opções
•          11. Volta ao uso do químico ou colapso físico e emocional.
Não espere: se prepare e conheça os sinais de advertência, começando a agir enquanto é cedo.
Se você suspeita que seu filho tem um problema com drogas ou álcool, provavelmente você tem razão e precisa aprender mais sobre o problema e como ajudá-lo: Intervenha cedo, encontre o tipo certo de ajuda e seja persistente.
Os sinais de advertência incluem mudanças súbitas de personalidade, hábitos e amigos, irritabilidade, variações de humor e o encontro de objetos suspeitos possivelmente usados para o consumo de drogas.
Primeiro determine o tipo de problema que a família está enfrentando.
Não aceite o mito de que a pessoa que amamos precisa chegar ao fundo do poço antes de buscar ou aceitar ajuda. Sem nossa ajuda, o hábito tende a progredir e pode, eventualmente ser fatal.
Embora a intervenção no início da adicção seja melhor, é possível adquirir ajuda em qualquer fase do hábito, e a taxa de sucesso com tratamento de qualidade é comparável à mesma taxa de sucesso de outras doenças como diabetes, asma, ou hipertensão.
Cuidado com conselhos de “entendidos”, consulte um profissional.
A reabilitação não é alcançada com isolamento do familiar.
Lembre-se: O abuso de drogas é uma doença progressiva, se não for detida pode ser fatal.
Cada dia perdido pode representar a diferença entre a vida e a morte; portanto, não corra o risco de carregar um peso na consciência somente porque algum “entendido” sugeriu algo que aumenta a exposição de um filho a droga.
Os pais não têm culpa pelo uso de drogas dos filhos, mas têm a obrigação de assumir o papel de pais responsáveis provendo o tratamento adequado para a família.
Como a droga altera a química cerebral, um usuário em estagio avançado pode não aceitar ajuda; nesse caso (após criteriosa avaliação dos prós e contras) é possível solicitar a interdição do familiar que está abusando de drogas. Converse com um advogado!
Na maior parte dos casos, o tratamento do dependente de drogas não requer internação.
Nos raros casos em que é necessária, ela deve ser decidida com base em critérios claros e definidos, estabelecidos por um especialista.
A internação de um dependente de drogas sem necessidade pode levar até mesmo a um aumento do consumo. O aumento de consumo após uma internação indevida pode se dar por diversas razões, como sentimentos de revolta de um dependente ainda não suficientemente convencido da necessidade de ajuda.
Quando internar?
•          Abuso de drogas compulsivo
•          Desenvolvimento anormal das atividades educacionais e sociais e na esfera vocacional e legal
•          Perigo iminente para a saúde mental ou física do paciente
•          Conduta anti-social persistente
•          Fracasso do tratamento ambulatorial
•          Alterações psicopatológicas que requerem controle da conduta e/ou medicação
•          Com contenção familiar e residência próxima, tratamento em Hospital-Dia. Sem estas condições, em Comunidade Terapêutica.
Cada caso é único, avalie todas as possibilidades de tratamento:
Dependendo da personalidade, do estágio da doença, da freqüência de uso e do tipo de droga, alguns adictos podem se reabilitar em sua própria casa, com a supervisão de um profissional e o apoio daqueles que o amam.
Há muitos caminhos a seguir, além da internação (voluntária ou não) podemos considerar a terapia comportamental, aliada à terapia medicamentosa, combinada com grupos de apoio como N.A. e A.A. (Narcóticos Anônimos e Alcoólicos Anônimos).
A intervenção de uma equipe multidisciplinar combinada com umprograma de 12 passos (A.A./N.A.) e o apoio familiar tem enorme possibilidade de reverter o quadro de abuso de drogas.
Co-dependência
O abuso de drogas é um problema contagiante, alguns familiares (principalmente os pais) tornam-se co-dependentes, tentam esconder o problema e com esta atitude tornam-se facilitadores do uso de drogas dos filhos.
Muitas vezes, além de tratar o dependente químico os pais precisam de orientação ou tratamento. Além de terapia comportamental, na maioria das cidades existem grupos de apoio para pais e familiares de dependentes.
Grupos como Nar-Anon, Alateen e Al-Anon além de confortar os pais ainda tem enorme vivência em co-dependencia, podendo compartilhar histórias reais de grande valor para pais e jovens.
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!




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Sintomas de recaída – Mecanismos de defesa

Admitir
Na dependência química os mecanismos de defesa passam a fazer parte da própria sintomatologia
da doença. Não só os dependentes químicos, mas todo o ser humano tende a utilizar-se de mecanismos de defesa quando estão sob pressão ou quando são confrontados consigo mesmos. Mas o objeto de interesse e de análise da nossa recuperação e da vida em sobriedade consiste no comportamento do dependente químico durante a adicção e para aqueles que vivem em sobriedade, os sintomas que contribuem para o processo de recaída.
O dependente químico utiliza-se das mais variadas estratégias para defender a continuidade da sua dependência e, embora vivendo em sobriedade, ele pode voltar a usar os mecanismos de defesa como fuga ou negação da realidade. Admitir a realidade significaria uma agressão à sua auto-estima, e a aceitação dessa realidade significaria fraqueza e inferioridade.
No processo de recaída o dependente químico pode ter estes sintomas defensivos quando abordado sobre os seus problemas pessoais, principalmente os relacionados ao programa de recuperação, mesmo quando nenhuma defesa é necessária.
Existem muitos mecanismos de defesa, mas apresentaremos aqui os mais utilizados:
Negação: O próprio nome diz, é a negação do fato.
           
Ex.: “Eu não estou tendo nenhum contato com companheiros de ativa.”
Racionalização: Tendência a justificar os comportamentos inadequados através de argumentações.
Ex.: “Só fui ao bar porque precisava comprar cigarros, só isso!”
Projeção: Tendência a transferir a culpa ou a responsabilidade dos erros para outras pessoas.
Ex.: Só entrei no bar porque fulano me chamou.”
       Eu não tenho culpa se me ofereceram bebida.”
Hostilidade: O dependente torna-se agressivo ou hostil quando abordado ou questionado.
Ex.: “Você não tem nada a ver com a minha recuperação, vai cuidar da sua vida!”
Minimização: Tendência a diminuir a importância do fato.
Ex.: “Que nada! Só entrei um pouquinho no bar e logo saí.”
Generalização: Justificamos o nosso comportamento através do comportamento de outros.
Ex.: “Não tem problema ir jogar baralho no bar, todo mundo faz isso.”
Desfocalização: Mudamos o foco da conversa apontando para outra pessoa.
Ex.: “Você não sabe o que me comentaram lá no bar…”
Intelectualização: Usar termos difíceis e teorias complexas para justificar o comportamento errado.
Ex.: “É uma questão de preconceito inerente à sociedade.
Repressão: Bloqueio inconsciente de situações ou momentos que são dolorosos demais para serem lembrados.
Ex.: “eu não me lembro de ter agredido assim a minha filha!”
            Os mecanismos de defesa são processos psicológicos utilizados involuntariamente por todos os seres humanos e têm como principal característica negar, falsificar ou distorcer uma realidade com a qual temos dificuldade de conviver.
            No caso de nós, dependentes químicos, negar ou fugir da realidade é uma característica que deve ser trabalhada e um hábito inconsciente que deve ser eliminado gradativamente na medida em que vamos nos conhecendo melhor. O feedback dos amigos de recuperação é fundamental neste processo de remoção dos mecanismos de defesa e precisamos estar atentos à nossas reações e comportamentos, como manipulações, mentiras, medos, culpa, raiva, etc.
           
Autor: Rodrigo Longo
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!
Referência Bibliográfica:
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A espiritualidade no tratamento da dependência química

A espiritualidade tem sido referida por ser de fundamental  importância no tratamento e na recuperação de dependentes. Alcoólicos Anônimos (AA) e outros programas de mútua-ajuda estabelecidos mundialmente têm a recuperação baseada nos “Doze Passos”, que enfatiza  a confiança em um “Poder Superior”, a prática da prece e da meditação para promover uma experiência religiosa e um contato consciente com Deus.
Diferença entre espiritualidade e religiosidade
Nas últimas décadas os termos “espiritualidade” e “religião” têm se distinguido na sua conceituação.
Os psicólogos colocam a espiritualidade como uma característica dos indivíduos, aquilo que seja capaz de produzir no ser humano uma mudança interior.Tais mudanças interiores são verdadeiras transformações alquímicas, capazes de dar um novo sentido à vida ou de abrir novos campos de experiência e de profundidade rumo ao próprio coração e ao mistério de todas as coisas. A espiritualidade vem sendo descoberta como dimensão profunda do humano, como o momento necessário para desabrochá-lo pleno de nossa individuação e como espaço da paz no meio dos conflitos e desolações sociais e existenciais.
Por outro lado a Religião é normalmente caracterizada como um fenômeno social, definido por limites particulares como crença, prática de preceitos estipulados e uma espécie de “aliança” social.
Religiosidade (qualidade de ser religioso, de ter uma religião) é um aspecto da espiritualidade do indivíduo (e muitas vezes é um caminho para que se alcance a espiritualidade). Ao mesmo tempo, a religião não deixa de ser um caminho da evolução humana para a vida espiritual.
Não é raro que a pessoa tenha religiosidade e espiritualidade ao mesmo tempo (um complementaria o outro), mas não necessariamente isto sempre vai acontecer pois não é necessária uma religião específica para que você tenha espiritualidade.
O AA se define como um programa auto-avaliado em “espiritual”, mas não “religioso”, portanto aberto até mesmo a ateístas.
Como funciona a espiritualidade no tratamento da Dependência Química?
A dependência química é uma patologia que está ligada à falta de limites e a dificuldade de lidar com as dificuldades, frustrações, inerentes a vida humana –  é uma das patologias psiquiátricas mais graves do século 21. A cada dia, observam-se complicações como conflitos familiares, aumento nos índices de  agressividade, suicídio e internações emergenciais por overdose e conseqüente óbitos como fatores presentes no cotidiano da dependência química.
Não é raro encontrarmos pessoas que se desenvolveram muito na dimensão intelectual, que têm sucesso na profissão, mas são pessoas frágeis emocionalmente e ignoram a importância da vida espiritual. Este descompasso causa uma insatisfação interior muito grande. Quantos jovens se drogam por não encontrarem um sentido para suas vidas ou porque não conseguem lidar com suas inquietações interiores que na maioria das vezes nem sabem nomear?
O ser humano, para ser feliz precisa desenvolver as três dimensões da vida (física, emocional e espiritual)de forma harmoniosa.
Quando um dependente vai para um tratamento em uma clínica de recuperação que tem como bases os 12 Passos e a reabilitação psicossocial, recebe ali um apoio que engloba as três dimensões do ser humano: física, emocional, e espiritual.
Os indivíduos, quando já tragados pela dependência química, estão no seu todo disfuncionais, estão com sérios comprometimentos orgânicos, psicológicos e neurológicos. Seus relacionamentos tanto familiares quanto sociais se encontram abalados.
O dependente químico troca o amor pelas drogas, deixa de se amar e de amar qualquer ente querido. A droga passa a ser um poder superior, que faz com o dependente perca totalmente o contato com Deus amantíssimo, o que faz com que cada dia mais ele se deixe destruir pela sua doença.
Através da espiritualidade os dependentes químicos que se predispõem a um tratamento entram em um processo de abertura interior, começando a observar a dependência química por outro prisma, isto é, começam a perceber o caminho percorrido, atingindo a maturidade para balancear o positivo e negativo de sua doença  – assim também como o reconhecimento dos defeitos de caráter, as máscaras que se deixam cair – e descobrindo que, o que parecia bom e prazeroso tornou-se um pesadelo.
No entanto, o desenvolvimento espiritual não os deixa ressentidos e amargurados, pois, ao mesmo tempo em que conseguem ver as conseqüências negativas da dependência em suas vidas, estão num processo de perdão a si próprio, pois, sabem que tudo de negativo vivenciado foi conseqüência do uso e dependência de drogas, e também da sua forma de se comportar e perceber o mundo.
Através da espiritualidade se tem oportunidade de fazer uma análise de vida, saber quais são suas qualidades, quais são os seus sentimentos e quais comportamentos deve ser mudados, muitas vezes neste momento é que acontece o “despertar espiritual”.
Estudos sobre espiritualidade e dependência química                         
Não são poucas as publicações científicas e profissionais que discutem espiritualidade e dependência química. Há vasta e rica literatura a respeito do benefício da espiritualidade no tratamento da dependência química.
O Fetzer Institute, em colaboração com o NIAAA (National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism) solicitou e financiou uma série de estudos científicos sobre alcoolismo e espiritualidade. Os dados disponíveis sugerem um aumento do interesse e da prática espirituais enquanto diminui a dependência por substâncias.
 Conclusões
Existem muitos mitos e preconceitos em torno da dependência química. É comum aqueles que estejam envolvidos com drogas serem taxados de vários adjetivos negativos, serem olhados com indiferença por grande parte da sociedade. É também muito comum os familiares serem responsabilizados como se fossem culpados por seus filhos terem contraído a doença da dependência química e assim, serem também excluídos de seus meios sociais.
É necessário que desapareçam os obstáculos ocasionados pela desinformação assim como a falta de interesse na prevenção e no tratamento.
Infelizmente, a espiritualidade ainda é algo desconhecido para a vasta maioria das pessoas. Porém, é uma das diversas ferramentas disponíveis no tratamento da dependência química, que tem comprovado bons resultados tanto para dependentes químicos quanto para suas famílias.
Se o desenvolvimento espiritual pode originar a sobriedade e recuperação em dependentes, é natural que seja considerado como um tratamento suplementar.

UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!


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A internação compulsória de dependentes químicos é eficaz?

A discussão do tema da internação compulsória vem sendo muito discutido nas mídias escrita e falada de todo país, devido as recentes iniciativas dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro para aqueles que buscam ajuda. Em São Paulo, foi assinado um termo de cooperação técnica, pelo qual se criou uma força tarefa formada por profissionais de saúde, assistentes sociais, juízes, promotores de justiça, defensores e OAB, sediada no Cratod – Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas.
A dependência química é um dos fenômenos de mais difícil resolução da humanidade. Se de um lado da moeda existe a droga, do outro estão a melhoria do sistema de ensino, o fortalecimento do papel familiar, a diminuição da pobreza, a inserção em atividades esportivas, lazer, trabalho, habitação, justiça e outros. O tema deve ser discutido na perspectiva biopsicossocial; o tráfico, o fácil acesso às drogas, o desemprego e a violência pedem intervenções mais amplas e em diversas áreas.
A dependência química acarreta ou aflora inúmeras consequências negativas ao corpo humano, inclusive as chamadas comorbidades (doenças psiquiátricas associadas), como psicose, paranoia, esquizofrenia, manias, bipolaridade, entre outras. A consequência mais notória é a agressão aosistema neurológico, provocando problemas cognitivos e, em alguns casos, oscilação de humor.
Quando a situação fática dos mais de dois milhões de usuários apresenta um cenário degradando e insustentável, lançados na  sarjeta à própria sorte, medidas como a internação compulsória ou involuntária podem ser plenamente adotadas dentro de um Estado de Direito, em que todos são iguaisperante a lei, garantidos o direito à vida e à liberdade. A privação da liberdade de ir e vir faz-se essencial para que se vislumbre alguma possibilidade de devolver dignidade a alguns dependentes químicos, inconscientes e largados a sua própria sorte nas ruas de muitas cidades do país. Não há que se falar em ofensa ao princípio da dignidade humana, quando nada resta de dignidade a situação dessas pessoas. Não há que se falar em medida higienista, um dos pilares sustentados pelos críticos da política de internação a força, quando direitos como a vida, a saúde e a dignidade são diuturnamente aviltados fundamentos constitucionais para que o Estado possa tomar medidas que protejam os cidadãos dependentes químicos.
Deve-se, então, ser a favor da internação compulsória, certo? Depende. O debate não deve ser norteado apenas no campo teórico. Somente diante do caso concreto, excepcionalmente e como último recurso, a internação será indicada como uma etapa necessária do processo de reabilitação do adicto.
Há pouco tempo, o isolamento do doente mental em manicômios era a regra, afastando o problema dos olhos da sociedade. Com a luta antimanicomial e com o processo de humanização do sistema de saúde, a internação passou a ser exceção. A regra é se possibilitar o tratamento multidisciplinar e a reintegração do usuário de modo inclusivoem uma Rede de Atenção Psicossocial (articulada pelos CAPS), estruturada em unidades de serviços comunitários e abertos.
A Lei 10.216/2001 dispõe que as modalidades de internação (voluntária, involuntária e compulsória) e em todas há necessidade de prévia avaliação multidisciplinar e um laudo médico que justifique a internação. Mas mesmo entre os psiquiatras e os profissionais de saúde, é grande a controvérsia quando deve ou não ocorrera internação à força. Como regra geral, argumenta-se que somente é cabível quando se provar que os recursos extra-hospitalares se mostraram insuficientes ou quando presente iminente risco a vida do dependente ou de terceiro (como, por exemplo, risco de suicídio, abortamento, portador de esquizofrenia ou outra doença psiquiátrica com potencial risco grave). Mas, mesmo aos favoráveis a medida extrema, uma questão ainda mais complexa surge. A internação compulsória é eficaz?
Os profissionais da saúde possuem a árdua tarefa de provocar uma reflexão no dependente. Se o paciente não estiver disposto ou “convencido” a mudar, qualquer tentativa de auxílio estará fadada ao insucesso.Desta forma, por meio de técnicas e uma abordagem multidisciplinar, buscam aproximação com o dependente para a construção conjunta de um objetivo de vida.
O norte não é o de parar de usar drogas, mas o de (re) construir sua identidade e seu círculo de reverências (familiar, social, profissional), resgatando suas habilidades e qualidades positivas. A interrupção do uso de drogas é uma consequência da reflexão e da apropriação destes valores.
Portanto, a internação por si só não faz milagres. Garante a não utilização de drogas durante algum tempo. Alguém que quer perder certo peso, pode optar opor uma reeducação alimentar e um novo modo de vida saudável ou pode simplesmente “internar-se”em um SPA: no primeiro dia de liberdade voltará imediatamente a comer comidas extremamente gordurosas, excesso de sódio e adotar todos os maus hábitos anteriores. Com a internação dá-se o mesmo: trata-se de uma “UTI” durante a qual será traçado o plano terapêutico individual do paciente e se buscará sua reflexão.
Mas os cuidados não recaem somente ao paciente, sendo sua família um elo fundamental em seu processo de reabilitação. Na dependência, a família também adoece e seus membros passam a ter diversos mecanismos de defesa (justificativas no meio social, negação/minimização da dependência, entre outros). Sem saber, alguns familiares passam a atuar como facilitadores, pois nossas personalidades e características se potencializam diante dos danos causados pela doença. Por exemplo, aquele que possui papel do herói e sempre faz tudo e resolve os problemas de todos, não percebe que está facilitando o agravamento da dependência ao pagar as contas e resolver determinadas pendencias do dependente.
Há necessidade também de se agregar outros equipamentos de tratamento, como por exemplo, as comunidades terapêuticas, mas cuja falta de regulamentação e de fiscalização dessa atividade ocasiona a abertura de alguns locais com natureza de verdadeiro presídio, sem as mais básicas regras de saúde e higiene. Não há uma regulamentação para um trabalho em rede com os serviços de saúde e de reinserção socioassitencial, em um sistema de referência e contrareferência, justamente uma medida imprescindível de consideraramos que muitos dependentes sofrem de comorbidades e nas comunidades não há recursos médicos, como regra geral. As entidades de autoajuda (AA, NA, Pastoral da Sobriedade, Amor Exigente e outros) poderiam ser outro excelente recurso para de usuários e familiares, as quais prestam um valioso serviço para sua reflexão e seu comprometimento para a reorganização de sua vida.
A almejada reflexão não se limita ao usuário. Cabe a sociedade em geral e ao Poder Público. Quanto ao nosso sistema de justiça, por exemplo, usuários de drogas figuram em milhares de processos cíveis e criminais em todo o país, sem que lhe seja possibilitado um desburocratizado tratamento em rede ou sua prevenção. Todos os problemassociais desaguam na justiça, mas nosso processo cível e criminal é pensado para resolver somente o litígio em si, e não sua verdadeira causa (no caso, a dependência). É necessário somar esforços conjuntos para, por exemplo, se evitar que um usuário inicial transforme-se em um dependente.
Em São José dos Campos/SP, Prefeitura, Estado, Ministério Público, Judiciário e diversos órgãos estão desenvolvendo o interessante Projeto Comarca Terapêutica, cujo programa está baseado em três eixos principais: a) criação e ampliação de novos equipamentos de saúde, sociais e comunitários, com base em um amplo diagnóstico do município; b) criação de um grupo e de uma rede articulada intersetorial de atuação de prevenção, tratamento e reinserção; c) novo enfoque do processo cível e criminal e do sistema de justiça na busca da prevenção e do tratamento de pessoas usuárias ou dependentes de drogas. Quanto a este último item, por exemplo, uma parte de um processo criminal envolvida com drogas já sairá orientada da delegacia de polícia para comparecer a um equipamento de saúde de seu bairro, onde se possibilitará de forma célere seu acompanhamento e a dissuasão no uso de drogas.
A sociedade, por outro lado, também possuem mais semelhanças com dependentes químicos do que podemos imaginar. Após a metade do Século XX, com a produção em massa, os recursos tecnológicos e a potencialização do consumo, nosso conceito de felicidade passou a ser a pura satisfação de nossas vontades. Desaprendemos o nosso pensamento comunitário para nos dedicarmos a todo custo na conquista de nossas vontades (sejam elas bens de consumo ou não). O dependente químico nada mais é do que a expressão máxima deste conceito de felicidade: “preciso ser feliz a todo custo, não posso deixar de ter tudo, não posso passar vontade (…)”.
A saúde integral é dever do Estado e não há situação em que nós, direta ou indiretamente. Chegamos a um estado de alerta no qual apenas criticar, cruzar os braços ou fechar os olhos já não é mais possível. Somente com ação e com um trabalho conjunto e integrado é corrigiremos os rumos que queremos deixar para nossos filhos.
*Sandra Franco é sócia-diretora da Sfranco Consultoria Jurídica em Direito Médico e da Saúde, do Vale do Paraíba (SP), especializada em Direito Médico e da Saúde, membro efetivo da Comissão de Direito da Saúde e Responsabilidade Médico Hospitalar da OAB/SP e Presidente da Academia Brasileira de Direito Médico e da Saúde (ABDMS) –

UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!

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Cãoterapia no tratamento para a dependência química

Amigo do homem e da saúde!
O projeto “Com bichos e sem Grilos”, da seção de Zoonoses de Jundiaí, utiliza cães no atendimento a crianças com doenças crônicas. Depois de treinados, os animais ajudam na terapia com idosos e dependentes de drogas.

Não importa em que situação esteja o ser humano, eles estão prontos para dar e receber carinho, tocando o coração e ajudando na recuperação de pessoas como, por exemplo, os dependentes químicos que estão em tratamento no Cead (Centro de Especialização no Tratamento de Dependência de Álcool e Drogas).
Eles aparecem todas as manhãs de sextas-feiras para participar da terapia, feita por dois grupos voluntários, há cerca de seis meses no Cead.  As pessoas em tratamento conversam e brincam com os cães, que latem, pulam, fazem e recebem seus carinhos. De acordo com a psicóloga especialista em dependência química Rosângela Mota Ligieri Nunes, este é um projeto-piloto. “Eu sabia da existência deste tipo de terapia e entrei em contato com os grupos de adestramento para saber se daria para aplicar aqui.” 

Ansiedade controlada – “Quando estou com eles, me sinto contente. Eles são firmeza”, conta o jovem Cléber Rogério Fiorezi, 19 anos, que está internado há duas semanas. Segundo ele, álcool, maconha e cocaína eram seus companheiros freqüentes, até que decidiu procurar ajuda antes de começar a consumir crack. “O maior defeito das pessoas é a curiosidade, foi assim que comecei a usar drogas”, relata.

Pintando um abajur feito com jornal, Fiorezi espera pela oficina com cães. “Eu tenho um cachorro em casa. Li numa revista que os cães descobrem até doenças”, comenta. Segundo Rosângela, a terapia contribui na melhora dos pacientes junto com as oficinas de artesanato, yoga, natação e capoeira. “As pessoas que estão aqui geralmente estão submetidas a ansiedade, depressão e solidão. A presença dos animais descontrai, elas brincam e até pedem para deixar os cães mais tempo por aqui”, comenta. Na terapia com animais, o grupo se fecha, os cães ficam soltos e é mais uma oportunidade para que o terapeuta avalie as pessoas em tratamento.
Maria Carolina de Paula, 26 anos, está em internação intensiva (passa o dia em atividades e apenas à noite volta para casa) pela segunda vez. Ela conta que  há dois anos passou pelo tratamento no Cead, mas voltou para a consumir drogas. “Da outra vez, fiquei aqui por causa da pressão da família. Agora estou aqui por vontade própria”, afirma.
Após passar por todos os tipos de drogas, Maria Carolina decidiu voltar a levar uma vida normal. Para ela, os cães ajudam a perceber que a vida não é ruim. Segundo ela, é na terapia com cães que se livra do estresse. “Às vezes eu chego aqui de baixo astral e os cães logo percebem. Eles vêm até a gente e fazem um carinho. É muito bom.” Em casa, Maria Carolina não tem cachorro porque mora em apartamento. “Mas eu cuido dos cachorros da rua, levo comida e água para eles.”
R., 36 anos, é mãe de um menino de três anos e, por causa dele, foi para o Cead, a fim de se livrar do vício no álcool. Na roda com os cachorros, é a mais animada. “Vem, Tukinha!”, chama com biscoito para cães na mão. “Acho que a gente se distrai. Me sinto bem e confiante.”
Escolhidos – Os cães que participam da terapia são preparados e apresentam obediência básica para dar assistência ao trabalho desenvolvido. Segundo o adestrador e comportamentalista animal, Julio Neto, os cães passam por avaliação para saber se podem assistir idosos, crianças ou pessoas que passam por tratamento contra a dependência química. “Os animais são instrumento na mão do psicólogo”, diz Neto, que trabalha há três anos com a ´cãoterapia´ e cujos cães já visitaram idosos da Cidade Vicentina e trabalharam com crianças com Síndrome de Down. O adestrador e criador Henrique Rodrigues de Oliveira diz que a intenção é atingir um número maior de entidades em Jundiaí. No entanto, os grupos necessitam de voluntários e patrocínio para que possam ampliar o trabalho. “No momento estamos limitados a poucas entidades, mas poderíamos atender muito mais”, considera.
Encaminhamento – Os pacientes do Cead são encaminhados pela rede pública e passam por triagem, pelo grupo de acolhimento e grupos de referência. Segundo Rosângela, os pacientes ficam como internos no Cead durante o dia e, à noite, submetidos ao que se chama de ´internação domiciliar´. A entidade é mantida pelo Ministério da Saúde, que repassa a verba para o gestor, ou seja, a Prefeitura de Jundiaí. O Cead aceita doações e, no momento, recebe estagiários da área de saúde, como psicólogos e enfermeiros.
  Como está a minha vida hoje é uma pergunta entre aqueles que estão envolvidos nessa luta?
Alguns já conhecem a famosa pizza em pedaços: o lado emocional, o lado de relacionamentos que é o lado espiritual dentro dos grupos anônimos, o lado familiar, o lado social e lazer, o lado físico e financeiro e o lado profissional ou escolar. Vejamos agora o quadro de alguém que está em equilíbrio: ele da atenção a todas as áreas da vida dele de forma proporcional, um pouquinho para cada divisão, é o quadro do ser perfeito, a pessoa perfeita faz isso. Mas como nós não somos perfeitos então qual é o nosso quadro? O lado emocional toma conta de 3/4 em detrimento da área profissional, familiar, social, lazer, física, financeira e a área do relacionamento.
Vocês querem um exemplo de até aonde vai o nosso desequilíbrio emocional? É só notar quem tem cachorro pequeno em casa. Se o familiar estiver a ponto de estourar o cachorro fica quietinho, não dá um latido. Se o dependente chega a sua casa alcoolizado ou drogado, o cachorro é o primeiro a subir em cima da cama da dona ou sair de perto dele. Só nós próprios não percebemos isso.

UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!
TRATE BEM OS ANIMAIS!


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Cães ajudam na reabilitação de dependentes químicos

Cães de um abrigo na cidade de Cruzeiro, interior de São Paulo, ajudam na reabilitação de dependentes químicos. Animais abandonados vão para uma casa de reabilitação e lá são treinados pelos internos em companhia de voluntários, psicólogos e profissionais da área de saúde. O projeto “Reintegração” foi implantado em julho, é realizado pela ONG Terapia Assistida por Animais (TAC), em parceria com a Comunidade Terapêutica Casa Ágape, MSD Saúde Animal e prefeitura.

Durante as atividades, os com os cães aprendem os comandos básicos de adestramento e os internos exercitam habilidades sociais como paciência, perseverança, empatia e comunicação efetiva.
O fisioterapeuta Vinícius Fava Ribeiro, um dos responsáveis pelo projeto, afirma que as atividades trazem benefícios fisiológicos aos dependentes químicos. “A interação com os cães contribui para liberação de hormônios que aliviam dores e aumentam a motivação dos internos. Isso contribui para a melhora da relação entre terapeuta e paciente e transforma o tratamento em atividades espontâneas e naturais”, disse Vinícius Ribeiro.

Depois de treinados, os cães são colocados para adoção. Com perfis traçados e bem educados, é possível identificar a família mais indicada para receber o animal. De acordo com Ribeiro, o projeto, desenvolvido no interior de São Paulo, é único no mundo. “Nossa intenção é levar o projeto para todo Brasil e ir além da reabilitação dos dependentes químicos. Queremos preparar os internos para atuarem no mercado pet assim que saírem da clínica”, afirmou o fisioterapeuta.

UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!

TRATE BEM DOS ANIMAIS!
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Sintomas de recaída – Preocupação com os outros

drogas
Quando paramos de nos preocupar com a nossa recuperação e começamos a nos preocupar com a sobriedade dos outros é um sinal de que estamos desfocando a atenção do objetivo principal, a nossa própria vida.
            Muitas vezes isto é comum, principalmente quando estamos vivendo algum tipo de tensão emocional, frustrações e problemas que todo ser humano vivencia, mas acreditamos sermos a única pessoa a viver estas situações. Assim torna-se cada vez mais difícil olhar para nós mesmos e enfrentarmos a realidade, e encontramos como saída, viver a recuperação dos outros, fazemos críticas e pré-julgamentos a respeito dos outros, acreditando que somos superiores e que estamos com a nossa recuperação em dia.
            Avaliar o comportamento do outro é sempre mais fácil e uma maneira de não olharmos para nós mesmos, é mais confortável enxergar as dificuldades e faltas do outro do que as nossas próprias dificuldades e faltas. Este tipo de comportamento é uma maneira de fugirmos da realidade, se esconder atrás do outro, por isso que é tão perigoso e um fator agravante no processo de recaída.
            A auto – análise sincera e honesta é fundamental na nossa recuperação e deve ser diária, é o inventário pessoal, que aprendemos a praticar nos 12 Passos e que deve ser praticado sempre. Faz parte da manutenção da linguagem de recuperação. Avaliar nossas falhas, equívocos, cuidar dos nossos pensamentos e sentimentos, cuidar da nossa saúde emocional e espiritual é fundamental para a nossa recuperação e por fim, deixar os outros cuidarem das suas próprias vidas, não cabe a nós vivermos e cuidarmos da recuperação dos outros.
“VIVA E DEIXE VIVER”.

Autor: Rodrigo Longo
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!
Referência Bibliográfica:
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Sintomas de recaída – Sensação de cura

alcoolismo
Um dos sintomas muito comum durante a nossa recuperação é a sensação de cura, acreditar que nunca mais iremos usar drogas novamente. Acreditamos profundamente que estamos livres de perigos e que podemos continuar a nossa vida sem as devidas precauções e cuidados. Nosso comportamento e a nossa maneira de agir torna-se cada vez mais ousada, e de forma arrogante, nos sentimos superiores àqueles que já experimentaram uma recaída.      
Nesta fase deixamos de fazer tudo o que nos propomos a fazer durante o tratamento, por achar que não precisamos mais de ajuda, já estamos curados, e aos poucos nos afastamos dos amigos de recuperação, não procuramos mais os grupos de apoio e não buscamos mais nenhuma forma de alimentar a nossa estrutura emocional e espiritual.
Voltamos a freqüentar os lugares que freqüentávamos quando estávamos no uso e a andar com os amigos que andávamos durante a nossa adicção e vamos perdendo a linguagem da recuperação gradativamente. O mais difícil disso tudo é que escondemos este pensamento de autosuficiência e superioridade e não percebemos que estamos cada vez mais nos afastando do nosso propósito, a sobriedade.

Com esse comportamento, nossas defesas ficam baixas e fatalmente nos levará a uma recaída se não reorientarmos a nossa vida e retomarmos o processo de manutenção da linguagem da recuperação.
Autor: Rodrigo Longo
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!
Referência Bibliográfica:
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Pratique a caridade!

Caro irmão.
Pratique a caridade sempre!
Pratique a caridade ao próximo e a si mesmo.
Se alguém te magoar não revides, apenas ore.
Se está doente, pratique a caridade da resiliência e da aceitação. Lembre-se que toda doença no corpo é a cura para a alma.
Se está desempregado, pratique a caridade sem lamentação. A disposição em servir ao próximo abre muitas portas inacreditáveis.
Se perdes um ente querido, pratique a caridade. A melhor forma de aceitar a morte é ajudar o outro a viver

plenamente.

Se reclamas por falta de dinheiro, pratique a caridade do desapego, pois enquanto uns reclamam a falta de riquezas, outros agradecem por brincarem na chuva.
Se a vida não é como desejas, então desejes ser como a vida, um milagre constante.
Se está difícil sorrir, pratique a caridade e te retribuirão com um sorriso!
Se está difícil perdoar, pratique a caridade  e serás perdoado!
Se alguém te incomoda, pratique a caridade da paciência, pois um dia terás que incomodar alguém.
Se alguém discorda de ti, pratique a caridade da tolerância, você não é a única pessoa conhecedora e sensata deste mundo.
Se está infeliz, pratique a caridade. É na caridade que mora a felicidade.
Se ninguém é caridoso com você, seja caridoso consigo mesmo praticando a caridade aos outros.

Pratique a caridade ao próximo! Pratique a caridade a si mesmo! Pratique a caridade sempre!
Autor: Rodrigo Longo
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!
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Sintomas de recaída – Comportamentos defensivos

tratamento da dependência química
Como na fase da negação nesta fase não queremos pensar em qualquer coisa que possa trazer de volta os sentimentos dolorosos e desconfortáveis. A necessidade da renúncia de certos objetos de compulsão é fundamental, como o sexo, o dinheiro, comida, trabalho excessivo, religião (fanatismo), etc. Vale a pena lembrar que alguns dos objetos da compulsão, aparentemente perecem não serem nocivos, como o trabalho e a religião, mas que em excesso são tão prejudiciais quanto qualquer outro.
            Assim, começamos evitar tudo o que possa nos levar à uma análise de nós mesmos. Quando nos fazem perguntas diretas sobre o nosso bem-estar, nos esquivamos, mudamos de assunto, respondemos com agressividade e ficamos na defensiva, pois não queremos mexer na ferida. 
            Existem uma série de sintomas relacionados a comportamentos defensivos e mecanismos de defesa que utilizamos, muitas vezes sem percebermos, para evitarmos o contato com a realidade e com nós mesmos.
            Todos os sintomas a serem descritos acontecem sem que percebemos, e quando damos conta, seja pelo orgulho ou pelo medo, não procuramos ajuda, não admitimos e as vezes até agimos com agressividade quando alguém toca no assunto que tanto nos incomoda.

           No próximo texto iniciaremos apresentando um sintoma muito comum nesta fase,“A crença mágica de que nunca mais vamos beber ou usar drogas – sensação de cura”. Embora tenhamos percorrido todo um processo de recuperação, “não estamos curados”, é preciso manutenção diária com a nossa sobriedade, rever nossos atos e pensamentos, sermos honestos com nós mesmos e procurar ajuda sempre quando percebermos algum destes sintomas já descritos anteriormente.
Autor: Rodrigo Longo
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!
Referência Bibliográfica:
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