O que é a dependência química?

A dependência química é uma doença, apesar de muitas pessoas negarem esse fato ou não admitirem como tal, e atinge muitas áreas da nossa vida. O problema é que nem todos têm consciência da gravidade desta doença, o que facilita para que a doença se instale.
A dependência química afeta todas as estruturas da nossa vida (vida familiar, social, laboral, etc) e principalmente nossa estrutura física e psíquica e isso colabora para a falência total como ser humano.





A dependência química: uma doença física

· Incurável
É incurável pois quando começamos a usar alguma tipo de substância como a droga e o álcool o nosso organismo registra essas informações e se adapta de tal maneira que com o tempo acaba necessitando daquilo para poder continuar funcionando normalmente. É o que chamamos de memória celular, que registra o tipo de substância, a quantidade consumida e a frequência de uso.

· Progressiva
É progressiva porque avança, ou seja, vai se tornando cada vez mais grave com o passar do tempo. Aos poucos ela vai comprometendo todas as áreas da vida da pessoa e, naturalmente, se desenvolve fazendo com que o indivíduo necessite de maiores quantidades em maior frequência para obter o mesmo efeito que tinha antes, ou seja, dosagens cada vez maiores. Chamamos esta progressão de tolerância orgânica.

· Fatal
Finalmente a dependência química é fatal porque leva a morte, seja direta (overdose) ou indiretamente, como brigas, acidentes, doenças, etc.

A dependência química: uma doença psíquica

A dependência química não é só um problema físico, mas principalmente psíquico, uma vez que provoca abalos psíquicos e emocionais, bem como geram sérios distúrbios dessa natureza com o passar dos anos. A obsessão é uma doença psíquica causada pelo uso de drogas e álcool, gerando a compulsão pelo objeto desejado, ou seja, a droga e/ou álcool. Isso significa que o dependente se torna uma pessoa completamente submissa à sua dependência levando-o a ter um desejo exagerado seguido de atitudes descontroladas.

Ver: Dependência Química

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Quem é o dependente químico?

O dependente químico: racionaliza sua dependência em termos de uma ideologia de vida (ou morte”, como preferirmos denominá-la), ou seja, assume um delírio diferente em conteúdos daqueles que conhecemos nas psicoses, mas que é igual em sua estrutura.
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Na construção de um delírio se faz necessário: não responder ao juízo de realidade nem à prova de experiência e o sujeito vive de acordo com isso, suicidando-se a curto ou a longo prazo de acordo com tal ideologia delirante.

“O dependente químico: não consegue entrar em contato com seus sentimentos”

Justifica os momentos de excesso, como conseqüência de problemas que os outros vem causando. Deturpa a realidade. Acredita que o hábito está ligado ao momento atual de vida.

Dependência Química: Negação

“A negação é o maior obstáculo a ser superado, quando diante do problema da dependência química”

 “A negação aparece no usuário, na família, entre os amigos e até mesmo no ambiente de trabalho”

“Dependente Químico: todos se negam a ver o problema quando este surge e inventam desculpas” para o comportamento anti-social” que a pessoa passa a apresentar. Só quando superada a negação, é que se torna possível atuar de forma eficaz sobre o problema do abuso de drogas.

“O dependente químico: admite saber seu limite de consumo e de que pode parar quando quiser”, colocando os prejuízos num futuro muito distante, que não o atingirá. Tendência a minimizar o uso.

dependente químico:

Dependência Química: Infantilismo/Imaturidade emocional.

“O dependente químico: precisa da droga de acordo com o seu desejo”, ela é possuidora de um poder mágico de suprir todas as necessidades, projeta na droga a imagem idealizada.

Para Freud as origens da toxicomania devem ser procuradas na fase oral do desenvolvimento libidinal (fixação oral), daí a intolerância a espera na satisfação do desejo.

” Por alguma razão, o desenvolvimento emocional do dependente químico estaciona na época em que fez uso pela primeira vez”. Apesar dos anos passarem, das pessoas envelhecerem e do mundo girar, o dependente químico sempre continua naquele estado emocional infantil, egoísta, em busca de prazer e reclamando do mundo e de todos esperando apenas a morte e cheio de sonhos irreais, que o levam cada vez mais para longe da realidade.

Dependência Química: Depressão

Alterações do cérebro, em decorrência de danos causados pelo químico, podem determinar quadros de depressão na dependência química .

O mecanismo da drogadicção se encontra na encruzilhada entre a impotência e a depressão, de onde se origina um comportamento impulsivo de ingestão de dada substância, enquanto “droga eleita”.

“O dependente químico: é intolerante ao sofrimento, a dor. O uso de drogas produz um alto nível de auto-estima, mas como não é uma conquista real e sim imaginária”, quando passa o efeito a depressão que vem possui características cada vez mais devastadoras para o ego.

Dependência química: Megalomania

“Como o dependente químico: vive num mundo irreal, distorcido, seus projetos costumam ser grandiosos e tal como seu mundo completamente irreal.”

Se modificar ou modificar a realidade requer tempo, esforço e muitas outras condições. Fazê-lo na fantasia é fácil, imediato e só requer esforços insignificante.

“O dependente químico é incapaz de esperar ou projetar concretamente uma realização no futuro”

Dependência Quimica: Angústia

Um dos efeitos da droga é o de diminuir, em certas pessoas, os estados de angústia ou depressão, enquanto que em outras intensifica-os perigosamente.

“A droga tem a finalidade de eliminar a angústia da frustração”

Dependência química: Baixa auto-estima

O dependente químico tem uma necessidade inesgotável de amor e aprovação, é hipersensível a críticas e lhe falta confiança em si mesmo.

Possui uma dependência afetiva exacerbada.

Dependência Química: Frustração

Não consegue aceitar sem conflitos fatos, situações ou comportamentos que estejam fora das próprias expectativas ou desejo. Não consegue lidar com o NÃO, ou com resultados inesperados.

Dependência Química Imediatismo

“O dependente químico: quer a satisfação imediata do desejo, está sempre sob um sentimento de urgência”.

Dependência Química: Onipotência

“O dependente químico: se considera invulnerável e imortal: Vive a fantasia grandiosa de vencer a finitude”

Dependência Química: Desonestidade

 

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Quem é o co-dependente?

Os co-dependentes químicos, são seres humanos, visivelmente afetados, na maior parte das vezes, até fisicamente, pela convivência com um ou mais dependentes químicos. E tem uma enorme dificuldade em pedir e aceitar ajuda.

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          Os co-dependentes se fazem muitas perguntas:

Se a pré-disposição orgânica para desenvolver o abuso de drogas é do meu familiar, filho ou filha, como é que sou eu que preciso de ajuda ?
É meu marido ou minha mulher quem bebe, porque eu devo me tratar?

Quem é o co-dependente?

É o familiar, o colega de trabalho, o chefe, o amigo, é o vizinho, e todos que procuram remover as conseqüências dolorosas do abuso de drogas do dependente, para e pelo dependente, com a intenção de minimizar ou de esconder o ocorrido, facilitando a vida do dependente químico.

Todo aquele que está emocionalmente ligado e oferece seus sentimentos e sua vida para “proteger seu dependente”, visando impedir que comportamentos anti-sociais tornem-se transparentes, é um co-dependente.

E o co-dependente que age assim, escondendo os fatos que se constituem numa vergonha para todos por total desinformação, imagina que está ajudando, na realidade está ajudando a que possíveis pedidos de tratamentos e/ou internação sejam adiados.

É o famoso “CARROSSEL DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA: no centro, o dependente químico agindo e ao redor… os co-dependentes estão reagindo, todos estão vivendo em função do dependente. O dependente se droga, fica doidão e os outros reagem a sua drogadição e as suas conseqüências, o dependente responde as essas reações e se droga novamente, estabelecendo o carrossel da dependência química.

Os co-dependentes precisam ter coragem de colocar limites, fazendo parar de girar o Carrossel e de desligar-se emocional mente do dependente, e sentindo seu próprios sentimentos e vivendo suas próprias vidas. Como os co-dependente conseguirão entrar em recuperação ? Informando-se, fazendo psicoterapia , e sobretudo freqüentando as salas dos grupos de mútua ajuda , o ALANON, NARANON, AMOR EXIGENTE.

A partir da aceitação da co-dependência, realizam o maior ato de amor, conscientizaram-se de que a melhor ajuda e única possível é a mudança de nós. Fortaleceram-se. porque compreenderam, o que não é firme não pode servir de apoio.

O escritor Leon Tolstói escreveu:

“Todas as famílias que são felizes são iguais, mas cada família que é infeliz, o é a sua própria maneira”.

Para tanto apresentamos as duas famílias:

a família do dependente, antes ou seja, na drogadição e…
a família do dependente, depois ou seja, em recuperação.

1-A FAMÍLIA DO DEPENDENTE ANTES OU NA DROGADIÇÃO

A sua estrutura familiar é a seguinte:

• o segredo familiar em esconder o problema da dependência, a isso se isola e ainda não funciona direito.
• com o agravamento do dependente, os filhos ficam órfão de pais vivos.
• os co-dependentes são pessoas que amam demais o dependente.
• os co-dependentes criam novos comportamentos e papeis, para diminuir ou aliviar a sua dor.
• ocorre a generalização: a maioria dos familiares são atingidos pelo problema da dependência.
• não há comunicação entre os co-dependentes, ninguém não diz os seus sentimentos para outra pessoa.
• o certo e o errado é uma verdadeira confusão, usa-se muito os extremos (tipo: o dependente já está curado).
• procuram mentir, quando o mais fácil seria dizer a verdade.
• os co-dependentes se acham pessoas diferentes, pôr se acharem culpados.

2- A FAMÍLIA DO DEPENDENTE SÓBRIA – EM RECUPERAÇÃO

A família é calor mais respeito e mais disciplina, apontadas pelas características relacionadas:

• reconhece, identifica e afirma os seus sentimentos,
• ensina a ouvir atentamente e ativamente,
• permite que todos cresçam cada um no seu espaço,
• todos competem sem serem competitivos,
• reconhece e apoia o trabalho de cada um, e opera com amor.

Fonte: Psicóloga Márcia Viana – Recanto Maria Rereza – Cotia – SP

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Família que busca qualidade de vida e apoio para familiares que tem problemas.

Para pais e famílias que buscam maior Qualidade de Vida

Pais e famílias fem busca de apoio porque já têm problemas com os filhos e/ou familiares, eis o grande desafio do Amor-Exigente. Chegam machucados, sofridos, cheios de medo e de pudor… acabaram de ver confirmadas as suspeitas: seu filho está usando drogas! Ou, então, já tentaram tudo, e o Amor-Exigente é o último recurso.Ler mais…



Seus jovens passaram por um lento processo de desajustes: na escola, em casa, na rua, e estão chegando a um ponto insustentável. A família inteira está desestruturando-se, rapidamente. Nossa proposta é analisar profundamente os 12 Princípios básicos do AE e estabelecer, a partir deles, o alicerce do relacionamento dos pais com os filhos. Para isso, realizam-se reuniões semanais com o grupo de apoio, durante as quais os pais são informados, esclarecidos e orientados a não aceitar o comportamento agressivo e violento dos jovens. Essa não-aceitação acaba desencadeando no filho a decisão de mudar de atitude.

Fixar limites ou metas, semanalmente, com a ajuda e criatividade do grupo é o que dá coragem e condições de os pais, passo a passo, eliminarem a inadequação dos filhos.

Grupos ou Subgrupos de Frutos do AE

Para os dependentes químicos em busca de recuperação

O Amor-Exigente tem também grupos para jovens:
• Jovens sozinhos, procurando ajuda e orientação.
• Jovens trazidos pelos pais.
• Jovens procurando ajudar outros jovens.

Esse trabalho tem uma abordagem diferente, apoiada, porém, nos mesmos valores éticos e espirituais dos grupos de adultos.


Os 12 Princípios do AE, com a partilha e as metas semanais, irão reestruturar a vida do jovem.

Trataremos, noutro momento, desse trabalho e de sua organização. Entretanto, podemos adiantar que ele se destina especialmente a jovens que ainda não chegaram ao “fundo do poço”, ou seja, não atingiram grau insuportável de sofrimento e, portanto, continuam sentindo prazer com o uso abusivo de álcool e/ou outras drogas. Estão nos grupos não porque querem ajuda de fato, mas por outras diferentes razões: mesmo assim, no final, dá certo! Para você, para o casal, ou para o jovem: no final, dá certo!

Subgrupos de Cônjuges
Para os parceiros dos dependentes

O olhar de Amor-Exigente é humano e individualizado. Por isso, a necessidade da criação de subgrupos que tratem de questões segmentadas, como as dos Cônjuges de dependentes químicos e / ou de pessoas voltadas para outras compulsões.

Os companheiros, sejam esposas, namorados, noivos, parceiros vivenciam a relação com o dependente de uma forma diferenciada. A questões que são trabalhadas com os pais, não são as mesmas que afetam os parceiros. Portanto, por meio da mesma metodologia, o AE se propõe, através dos Subgrupos de Cônjuges, a auxiliar estas pessoas a cuidarem de sua codependência (transtorno que afeta os que convivem com situações caóticas, como a dependência química), encontrando qualidade de vida.

Dentro desta abordagem, o AE também conta com um grupo exclusivamente para mulheres que tiveram ou têm relacionamentos afetivos com dependentes. O objetivo é proporcionar um ambiente propício para que elas busquem voltar o olhar e o cuidado para si mesmas e estarem atentas à criação dos filhos que são frutos destas relações e que, por sua vez, precisam de atenção especial.

Subgrupos de Amor-Exigentinho
Para fazer prevenção com crianças e adolescentes

Para trabalhar a prevenção universal, diretamente com as crianças e adolescentes, o AE deu vida ao Amor-Exigentinho. A proposta, voltada para o público infanto-juvenil, utiliza os Princípios Básicos do Programa de forma lúdica, clara e objetiva, visando auxiliá-los a adotar atitudes responsáveis e saudáveis.

A espiritualidade também ganha espaço no trabalho que acontece , de forma itinerante, em escolas, Igrejas, ou em locais em que os pais estejam participando dos Cursos os Grupos de Prevenção com AE.

O Programa traz a música, a dança, o teatro, a literatura para configurar o pano de fundo para ensinamentos que promovem uma nova forma de viver baseada em valores morais, éticos, na qualidade de vida, na alegria e no amor.

Subgrupos de Sempre é Tempo
Para Adultos Maiores em busca de qualidade de vida

Motivados a apoiar pessoas mais velhas com a “síndrome do ninho vazio” ou com o desafio de cuidar dos netos enquanto os pais trabalham e/ou estudam, o AE ativou os subgrupos de “Sempre é Tempo”. Com a mesma programação – abertura de 40 minutos no Grupo e 80 minutos no Subgrupo, para metas e partilhas, o trabalhado é norteado pelos 12 Princípios Básicos, 12 Princípios Éticos e a Espiritualidade visando ajudar quem deseja ficar cada dia melhor.

Para mais informações acesse:
http://www.amorexigente.org.br

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O AMOR! MELHOR REMÉDIO PARA A FELICIDADE!

O amor é subime, manso e sereno
Não é egoísta, nunca se esquece, não tem veneno
É alegria, felicidade, transmite paz
É sem vingança, não tem orgulho, ódio jamais…
 Por Rodrigo Longo

O AMOR

Será que há como explicar?
Talvez, com gestos, sentidos, palavras… não sei
Só sei que o amor invade, preenche, semeia
Perdoa, não magoa, incendeia
O amor é subime, manso e sereno
Não é egoísta, nunca se esquece, não tem veneno
É alegria, felicidade, transmite paz
É sem vingança, não tem orgulho, ódio jamais
Será que um dia entenderemos o que é o amor?
Quem sabe! Pela alegria ou pela dor
Acreditamos compreender que o amor se entende
Talvez sabemos, não é ciência, o amor se sente
Texto: Rodrigo Longo

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VITÓRIA!!!

Tudo tem o seu começo

Tudo tem o seu fim

No caminho há tropeços

Mas a vitória está dentro de mim…

Por Rodrigo Longo

VITÓRIA

Tudo tem o seu começo

Tudo tem o seu fim

No caminho há tropeços

Mas a vitória está dentro de mim…

A vitória se conquista

Com batalhas, com coragem

Não tem data de chegada

A vitória está na jornada

Pelas perdas eu conquisto

Sigo em frente, não desisto

Caminhando e persistindo

Às vezes chorando, às vezes sorrindo

Dia e noite há esperança

Como a fé de uma criança

Com Deus nessa estrada

Há vitória na jornada

Texto: Rodrigo Longo

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SÓ POR AGORA!!!

O ontem eu perdi

O amanhã eu não conheço

O hoje é muito tempo

Tudo o que tenho é o agora

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Por Rodrigo Longo

SÓ POR AGORA!


O ontem eu perdi

O amanhã eu não conheço

O hoje é muito tempo

Tudo o que tenho é o agora

O que passou passou e o que está por vir está nas mãos de Deus

Vejo uma vida para caminhar

Quero sonhos pra sonhar

Penso em planejar

Mas o agora sim, sim eu posso mudar

Só por agora é o presente

Presente de Deus

Só por agora, esquece o passado

e o futuro pertence a Deus

Só por agora é a felicidade real

Felicidade que está dentro de mim

A felicidade está  no agora, nem no início e nem no fim

O ontem eu perdi

O amanhã eu não conheço

O hoje é muito tempo

Tudo o que tenho é o agora


Texto:  Rodrigo Longo



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Mãe fecha quarto com grades com medo de filho usuário de crack, no ES.

sinais da dependência química

‘Eu amo a minha mãe e tenho vergonha de ser usuário do crack’, diz filho.
 Homem já foi internado em clínicas de recuperação por diversas vezes.





“Se a droga acabar, acaba também a minha alegria, por que ele quer usar de qualquer jeito”, conta a mãe de um usuário de crack que mora em Vitória. Maria José Pereira Matias, de 64 anos, colocou grades na porta e na entrada de ar do quarto e fechou com lajotas a janela do cômodo para impedir a entrada do seu filho quando está sem usar crack.
 O filho de Maria José tem 32 anos e é dependente da droga há mais de 10. Segundo a família, o homem já foi internado em clínicas de recuperação por diversas vezes, mas sempre sai antes do tratamento terminar. Maria José contou que a última vez seu filho ficou internado por apenas dois dias, mas acabou fugindo do local.
 Após ser preso pela mãe, jovem viciado em crack é internado no ES
 “A assistente social da prefeitura de Vitória me disse que quando ele estiver agressivo, querendo a droga e não ter, é para eu sair de casa ou ficar trancada dentro do meu quarto. O que eu não posso é ficar na frente dele, por que meu filho pode ficar perigoso e fazer certas coisas que vai se arrepender depois”, contou a mãe.
 Para Maria José, seu filho precisa de ajuda. “Ele não é um filho ruim, ele é um filho bom, mas a droga deixa ele desse jeito. Quando ele está usando o crack fica ótimo, feliz e conversa comigo, mas se a a droga acabar, acabou a minha alegria, por que ele quer usar de qualquer jeito. A pedra é terrível”, desabafou.
 O usuário, que não quis se identificar, contou à reportagem que tem vergonha de usar a droga, mas não consegue parar. “Eu amo a minha mãe e tenho vergonha de ser usuário do crack. Sinto vergonha de olhar a pedra derretendo no cachimbo, é uma cena que eu não gosto, mas não consigo evitar. Eu tento fazer tratamento mas não consigo”, disse.
 Dentro da geladeira, a mãe deixa apenas o essencial. “Se tiver alguma coisa boa ele troca por pedra. Eu vivo pela misericórdia de Deus, é muito sofrimento”, declara.


Fonte: Clínica Alamedas

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Drogas e álcool podem afetar a vida sexual do homem por anos.

alcoolismo
Ao invés de semanas, os efeitos de drogas e álcool na vida sexual do homem demoram anos para sumir.

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Não é novidade que o uso de drogas e uso abusivo de álcool interferem na performance sexual do homem. No entanto, ao contrário do que se pensava, os efeitos não duram algumas semanas, e sim anos. As informações são do Daily Mail.

Em um estudo da Universidade de Granada, na Espanha, e da Santo Tomas University, na Colômbia, publicado no Journal of Sexual Medicine, foram analizados 906 homens. Deles, 550 foram diganosticados com certo grau de vício ao álcool, cocaína, heroína, maconha, speedball uo uma combinação dos fatores. Mas nenhum era dependente na época em que o estudo foi realizado.
Os outros 356 participantes nunca haviam experimentado drogas ou bebido muito.
Foram avaliadas quatro áreas da vida sexual: desejo, satisfação, ereção e orgasmo.
Efeitos
Os usuários de drogas tiveram performance moderada a ruim, em comparação a quem nunca havia usado nada.
Usuários de cocaína têm desejo alto durante o pico de atuação da droga. Usuários de speedball têm mais prazer, mas um desejo menor.
A cocaína, por sua vez, atrasa ou inibe a ejaculação.
Além disso, foi observado que os efeitos do álcool e das drogas levaram anos para pararem de fazer efeito.

Fonte: http://clinicaalamedas.wordpress.com/
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Crack é responsável por 80% das internações.

Estimativa é de psiquiatras ouvidos pelo O POVO. Ações do poder público ainda são tímidas no cuidado a esse tipo de paciente. Familiares reclamam da demora para conseguir leitos nos hospitais de Fortaleza.


O lado esquerdo do rosto ainda estava inchado. “Pegaram ele por aí”. Com olhar perdido a mãe tenta dar explicações. Baixa a cabeça. Olha para o filho. Talvez, os detalhes não sejam à reportagem O POVO, mas ao próprio sofrimento. Com 32 anos, ele está internado em um dos três hospitais psiquiátricos da Capital há um mês. É usuário “de tudo” há 16 “tristes anos”. “Cola, solvente, cocaína, álcool, crack… agora, está na gasolina também”, lamenta.

Enquanto a mãe narra infortúnios, ele, com as mãos, esconde o rosto. Com o som da voz abafada, suplica a quem, “apesar de tudo”, insiste na possibilidade de cura. “Tá bom, mãe! Para! Dói (lembrar)… Não quero mais”, ele sussurra. “Mas é difícil”. E silencia. E sai. Como o rapaz de sonhos sufocados, 80% dos dependentes químicos internados nos hospitais psiquiátricos de Fortaleza estão ali, principalmente, por causa do crack, segundo especialistas ouvidos pelo O POVO.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) contabiliza haver 6 milhões de brasileiros dependentes. “O problema é muito sério e só aumenta. O que a gente tem para essa população? Praticamente nada que traga resultados realmente eficazes”, conclui o vice-presidente do Núcleo de Psiquiatria do Estado do Ceará (Nupec), Fábio Gomes de Matos e Sousa.

Fábio, que também é professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal do Ceará (UFC), acredita que 10% da população tem algum tipo de dependência química (álcool e outras drogas), o que representa, em Fortaleza, aproximadamente, 250 mil pessoas. Segundo a Prefeitura, cerca de três mil são atendidas por mês nos seis Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), da Capital. Para pacientes dependentes, há ainda 12 vagas na Unidade de Desintoxicação (UD), da Santa Casa de Misericórdia, e 20 vagas na UD do Hospital de Saúde Mental de Messejana. Não é possível saber quantos são os dependentes químicos internados nos Hospitais São Vicente de Paulo e Nosso Lar, já que a Central de Leitos do Município não faz distinção entre os motivos de internação.

“Não consigo sozinho”

“Eu queria que pudesse existir um local só para dependentes químicos. Não acho certo todo mundo junto” avalia o rapaz de 25 anos. Dependente há 11 anos, internado, quer sair do hospital também para olhar com dignidade para o filho de oito anos. “Sei que posso ser bom pai e que ainda posso dar um bom exemplo de superação”.

Ele diz que não consegue desvencilhar-se do vício sozinho. Por isso, pede para ser internado mesmo sentindo falta de atividades de entretenimento e formação para a reinserção no mercado de trabalho dentro do hospital psiquiátrico.

Segundo a Prefeitura de Fortaleza, na linha do tratamento aos dependentes químicos – não especificamente de crack -, desde 2011 existem 120 vagas em seis comunidade terapêuticas parceiras, com promessas de criação de mais 120 vagas no próximo ano.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A redução de leitos se reflete também na falta de tratamentos mais ostensivos no combate à epidemia de crack. Médicos reclamam de poucos lugares onde o dependente químico tenha muito mais que tratamento medicamentoso

Fala, internauta

Leitores do O POVO comentaram ontem o primeiro dia da série sobre o atendimento psiquiátrico no Facebook do portal O POVO Online. Confira alguns comentários feitos:

“Mais respeito e empenho deveriam ser destinados aos serviços que pretendem lidar de modo corresponsável com seus pacientes e familiares”
Jaína

“É necessário um programa urgente para tratamento digno dos viciados. Vício de crack se trata com profissionais qualificados e não com moralismo e religião”.
Débora

“Combater e ajudar o próximo é mais que política pública é exercício de cristandade e humanidade. O que o cidadão, que se diz de bem, tem feito além de criticar, reclamar e colocar a culpa nas autoridades?”
Noemi

“Quem mais sofre com esta estratégia perversa são as famílias dos pacientes, pois quando eles estão em crise não há quem consiga segurar. Quando o transtorno é decorrente do uso de drogas é ainda pior”.
Cristina

“Problema que merece atitudes drásticas – politicas publicas de saúde e segurança no enfrentamento da situação”.
Helder

O que dizem os médicos

“A gente precisa trabalhar as necessidades da população. Humanizar é dar tratamento de qualidade”. Fábio Gomes de Matos e Sousa, psiquiatra e vice-presidente do Nupec.

“Só faz sentido reduzir os leitos se ampliarmos a prevenção, ainda na rede primária. Precisamos de mais terapias comunitárias”.
Adalberto Barreto, psiquiatra

“Há um debate distante das necessidades dos pacientes. As práticas dos Caps devem ser repensadas. O atendimento do doente mental pelo nosso sistema de saúde é injusto e indigno”.
André Férrer de Carvalho, psiquiatra

Saiba mais

A Prefeitura informou que três Caps 24 horas estão em funcionando na Capital. O POVO visitou dois deles: Caps Geral da SER II, no Joaquim Távora, e Caps AD Centro, na avenida Duque de Caxias. A visita ocorreu entre 21h e 22 horas da última quarta-feira, 28/11.

Nas duas unidades, não havia médico. Funcionários explicaram que o conceito de 24 horas vale apenas para pacientes que chegam no horário de funcionamento (8h às 17 horas) e precisam ficar em observação “por 24 horas”.

Foi questionado se o atendimento a um paciente em surto psicótico é possível depois do horário. “Não. Você procura uma emergência”, orientou um funcionário do Caps AD Centro.

A coordenadora da Saúde Mental da PMF, Rane Félix, afirma que as pessoas podem também buscar as emergências dos Frotinhas e Gonzaguinhas, quando há crise de pacientes com transtorno mental ou dependência química.

O diretor clínico do Hospital São Vicente de Paulo, José Raimundo Sobrinho, porém, diz que as emergências dos hospitais gerais de Fortaleza ainda não estão preparadas para receber pacientes em surto.

“É preciso uma equipe bem preparada para isso. O efeito do medicamento pode demorar; isso pode representar riscos. Além disso, falta equipar leitos para a realidade psiquiátrica”, argumenta.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

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Na balada, calmante vira antídoto de êxtase!

“Misturar o calmante com bebida alcoólica é muito perigoso. Um potencializa o efeito do outro. Aumenta também o risco de dependência, tanto do remédio como do álcool”, diz o Psiquiatra. De acordo com Guerra, misturar o ansiolítico com álcool é dar um tiro no escuro.


O Rivotril (Clonazepam), remédio indicado para síndrome do pânico, é usado de brincadeira, alertam Psiquiatras .”Neste fim de semana quando acontece o maior evento de música eletrônica do país, muitas pessoas vão tomar Rivotril.” A previsão foi feita na semana passada pelo Psiquiatra Alexandre Saadeh, do Hospital das Clínicas.

Ele se refere a um calmante tarja preta, da família dos benzodiazepínicos, que tem sérios efeitos colaterais e causa dependência, mas virou moda entre os jovens de classe média alta de São Paulo. O remédio é usado como droga recreativa e como “paliativo” para os efeitos colaterais do êxtase.

“Essa é uma droga de turmas específicas, de jovens que têm dinheiro para pagar um psiquiatra, gostam de música eletrônica, têm 20 e poucos anos e estudam em determinadas faculdades”, diz Saadeh. “São pessoas que tomam o remédio por brincadeira.” O calmante, para preocupação de Saadeh, virou pop. Existem 14 comunidades sobre o remédio no Orkut. Uma delas é a “Rivotril rocks”. Já a “Eu tomo Rivotril” afirma: “O remédio que cura todas as doenças” e tem 296 participantes. A maior delas, “Rivotril”, foi criada há um ano e tem 811 cadastrados.

Nas comunidades, usuários trocam informações sobre a droga, algumas sérias, como problemas de dependência, e outras preocupantes, como maneiras de conseguir comprar o remédio sem receita médica. “Vá a um posto de saúde”, sugere um. “Pede para um amigo médico ou dentista”, diz outra pessoa. M.A., 23, Estudante de comunicação, foi o criador da comunidade. “Larguei depois que vi que tinha ficado muito barra pesada. Tinha um cara que entrava lá para vender remédios”, diz. O Estudante parou de tomar o medicamento depois de passar por crises de abstinência e conta que usava a droga “para se acalmar e ser aceito pelos amigos”. Segundo ele, em determinados círculos “pega bem ser usuário do calmante”.

“As pessoas hoje freqüentam psiquiatras, tomam drogas como essa e vêem um glamour nisso. Parece que, se a pessoa toma um medicamento, isso significa que ela é mais sensível, especial”, diz Saadeh.

“Todos os meus amigos tomam”, diz D., 27, Designer. Ela começou a tomar o calmante há um ano, depois de usar drogas como êxtase e cocaína. “Eu conseguia na farmácia do pai de uma amiga minha. Tomava para diminuir a depressão que vem depois das drogas.” Ela também já usou o calmante em gotas misturado com bebida alcoólica. “Foi um horror. Eu ficava louca, tremendo, tendo ataques de loucura”, conta. Segundo o Psiquiatra Arthur Guerra, do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas – Grea, do Hospital das Clínicas de São Paulo, tomar o remédio com álcool é dar um tiro no escuro.

“Você realmente não sabe o que pode acontecer com você”, alerta. De acordo com M.A., o calmante virou a droga dos “chill outs” (as festas pós-baladas onde as pessoas relaxam depois de terem ingerido drogas como o êxtase). “É a droga perfeita para relaxar pós-êxtase, e todo mundo toma. Já vi gente deixar de comprar cocaína porque estava sem o calmante para tomar depois”, diz. D.C, Cineasta, 25 anos e usuário ocasional de êxtase, também faz esse uso do calmante.

“Uma vez dei um para uma amiga que estava com “bad trip” de “bala” (apelido do êxtase) numa festa e ela adorou. Comecei a tomar porque meus amigos me deram. Gostei. Hoje uso socialmente. É normal. Chego a uma festa e vejo o que tem, se é êxtase, ácido ou o calmante. Quando tomo, não bebo. Acho perigoso.” D.C tem razão. “As pessoas ficam numa espiral de drogas. Não conseguem se sentir mal. Na hora que uma coisa pára de fazer efeito, tomam outra. Depois do êxtase, vem o medicamento, se o medicamento dá sono, vem o energético. São pessoas que tomam tantas coisas, que fazem uma salada tão grande, que depois não se sabe o que de fato fez mal”, alerta Saadeh.

“O que acontece hoje em relação ao calmante é um pouco de moda e da mania de medicalizar temas que não são médicos. As pessoas não querem mais lidar com a infelicidade. Isso é um problema de saúde pública. Não existe remédio mágico, como as pessoas imaginam”, diz Guerra. “Cada época tem um calmante da moda. Antes era o Valium, na década de 90, o Lexotan, e agora é o Rivotril”, avalia Saadeh.

Médicos condenam uso “recreativo”

De acordo com o Psiquiatra Arthur Guerra, o medicamento é um ansiolítico indicado para pacientes com síndrome do pânico, crise de ansiedade ou transtorno bipolar. Usado sem acompanhamento médico e por longos períodos, causa dependência. Entre os efeitos colaterais mais comuns do remédio estão a depressão, vertigem e problemas respiratórios.

“Quando usado por um paciente que realmente precisa e receitado de maneira correta pelo médico, é um remédio eficiente”, explica o Psiquiatra Alexandre saadeh. “Nenhuma droga é recreativa. Todas implicam efeitos colaterais e possibilidade de vício”, alerta. Quando tomado após uso de êxtase, o remédio, diz, “dá uma chacoalhada no cérebro”.

“Você toma uma coisa que te acelera, depois outra que te acalma e fica em “looping” sem fim.” No caso de mistura com álcool, os efeitos colaterais são gravíssimos.

“Misturar o calmante com bebida alcoólica é muito perigoso. Um potencializa o efeito do outro. Aumenta também o risco de dependência, tanto do remédio como do álcool”, diz o Psiquiatra. De acordo com Guerra, misturar o ansiolítico com álcool é dar um tiro no escuro.

“Você não sabe o que vai acontecer, se vai ter uma crise de ansiedade, de nervosismo ou de depressão.” Segundo Saadeh, os usuários de calmantes como drogas recreativas aprendem a fazer “teatrinho para os médicos”.

“É muito fácil enganar psiquiatras. Os usuários de calmantes sabem direitinho que sintomas devem relatar para conseguir a receita”, conta.

Ainda assim, ele diz que alguns médicos receitam muitos remédios. “A pessoa tem consulta de 20 minutos e sai com receita na mão. Isso é um absurdo”. Guerra concorda. “O psiquiatra virou um faz-tudo, uma pessoa que cura todos os males”, avalia.

Autor:Folha de S. Paulo
Fonte:OBID

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Plano de Prevenção à Recaída.

drogas
Programa de prevenção à recaída, criado por Terence Gorski, para a recuperação de dependentes de álcool e drogas, ajuda dependentes químicos a lidarem com o problema e viver em sobriedade.

AUTOR – Terence Gorski

O QUE SIGNIFICA


1. Estabilização — Voltar ao auto-controle e ao meu comportamento

Estabilização: antes de fazer o plano de prevenção de recaída deve-se estar no controle de si mesmo.
Estabilização significa reconquistar o controle dos pensamentos, emoções memória, julgamento e comportamento após ter recaído. E uma hora de crise para o adicto e sua família. A recaída quebrou sua vida. E normal que a pessoa se sinta assustado, zangado, desapontado e culpado. O adicto precisa de ajuda. Precisa se voltar para pessoas em quem confia e de que depende e que pode ajudar a tomar os passos necessários para estabelecer sua sobriedade.
Se for incapaz de manter um controle consistente de seus pensamentos, emoções e comportamentos deveria consultar um consultor profissional ou centro de tratamento. Pode precisar de ajuda profissional para conseguir se estabilizar.

2. Avaliação — Precisa entender, com a ajuda dos outros, o que ocasionou o episódio de recaída.

Avaliação: O segundo passo do plano de prevenção de recaída é descobrir o que ocasionou a recaída. Isto é feito revisando a historia de uso de químicos, assim como os sinais de aviso específicos e sintomas que ocorrem durante tentativas de conseguir abstinência.
Esta informação fornecerá indícios do que foi feito errado e o que pode ser feito diferente para melhorar suas chances de sobriedade permanente. Lembre-se que seu passado é seu melhor professor. Se você falha em aprender com seu passado, você é condenado a repeti-lo.

3. Educação — Preciso aprender sobre o processo de recaída e como preveni-lo.

Educação: para prevenir recaída é preciso entende-las. Quanto mais informações possuir sobre adicção, recuperação e recaída, mais ferramentas você terá para manter sobriedade.
É necessário entender os sintomas de abstinência demorada o que lhe coloca num alto risco de desenvolve-la, o que pode aciona-la o que se precisa para preveni-la o lidar com ela.
Deve familiarizar-se com os sinais de aviso e ser capaz de dar exemplos deles e coloca-los nas próprias palavras para ter certeza de entende-los. Você já começou o processo de educação lendo este livro. Mas somente ler não é suficiente; Os conceitos apresentados neste livro precisam ser revisados e discutidos com outras pessoas. Um consultor em dependência química credenciado, deveria estar envolvido em ajudar a rever este material. Se isto não for possível, o padrinho no A.A. ou outro adulto que leu este livro e não tem um problema de dependência química pode lhe ajudar a rever e aplicar esta informação.
Lembre-se, o programa de educação não está completo ate que o adicto seja capaz de aplicar honestamente francamente a informação que aprendeu da própria vida e das atuais circunstancias da mesma. Adicção é a doença da negação. Sem o envolvimento de outros, no processo de educação, a negação pode impedi-lo de reconhecer o que acontece realmente.

4. Identificação dos sinais de aviso — Preciso identificar os sinais de aviso que me dizem que tenho problema com minha sobriedade.
Toda pessoa tem um conjunto pessoal e único de sinais que indicam que o processo de recaída esta acontecendo. Estes são sinais para o próprio e para os outros que existe processo de recaída, ou desenvolvimento de outros sintomas. Identificação dos sinais de aviso é o processo de identificar os problemas e sintomas que podem levar a recaída. Problemas podem ser situações internas ou externas ao adicto.
Sintomas podem ser problemas de saúde, problemas de pensamento, problemas emocionais, de memória ou de julgamento e comportamento adequado. E preciso desenvolver uma lista de sinais de aviso pessoais ou de indicações de que pode estar em perigo. A lista de avisos deve ser desenvolvida de experiências das recaídas passadas.
Da lista de sinais escolha cinco que se aplicam ao adicto. Coloque-os nas próprias palavras do adicto e escreva uma declaração sobre cada um que descreva sua própria experiência. Você precisa ter uma lista de indicadores e especificar o que esta saindo de uma vida produtiva e confortável, para começar a se mover para a recaída.

5. Administração dos sinais de aviso — Preciso ter planos concretos para prevenir e parar os sinais de aviso.

Administração dos sinais de aviso: cada sinal de aviso na verdade é um problema que precisa prevenir ou resolver desde que acorra. Se você quer evitar um problema, precisa revisar cada sinal de aviso e responder a questão: Como posso evitar que este problema aconteça?
É necessário lembrar que adicção é uma doença com tendência á recaída. Isto significa que qualquer adicto em recuperação terá uma tendência a experimentar problemas ou sinais de aviso que podem levar-lo de volta ao uso aditivo.
Uma vez que se saiba e aceite este fato, pode-se planejar o inevitável. Haverá problemas e sinais de aviso de recaída. Se você quer evitar a recaída você precisa ver cada sinais de aviso que experimentou no passado e formular um plano para lidar com eles. E essencial que se estabeleça novas respostas para identificar sinais de aviso de recaída. Determinar o que se ira fazer quando reconhecer que um sinal de aviso está acontecendo em sua vida. Como pode ser interrompida a síndrome de recaída? Que ação positiva pode se tomar que removera o sinal de recaída? Liste varias opções ou possíveis soluções para remover o problema. Listar várias alternativas dará mais chances de se escolher solução e dar alternativas se a primeira escolha não funcionar. Escolha uma opção razoável que pareça oferecer a melhor possibilidade de interromper o processo de recaída. Esta será a resposta nova quando perceber um sinal de recaída em particular.
Pratique cada nova resposta até se tornar um habito. Se a nova resposta estiver disponível para na hora de stress alto, haverá a necessidade de pratica-lo na hora em que o stress estiver baixo.
Pratique e pratique até que a resposta torne-se um hábito. Se a resposta nova falhar para interromper o sinal de aviso, estabeleça um plano novo mais efetivo.
Não se pode permitir aditar um plano para interromper os sinais se eles ocorrerem. Se não se possuir um plano, não será capaz de interrompe-los quando ocorrerem.

6. Treinamento do inventário — Preciso fazer um inventário duas vezes por dia para que possa perceber os primeiros sinais de problemas e corrigir os problemas antes que fiquem fora de controle.
Treinamento do inventario: Qualquer programa de recuperação com sucesso envolve um inventaria diário. O 10o. Passo do A.A. lembra-nos que devemos continuar a fazer um inventário pessoal e quando estivermos errados admiti-los prontamente. Um inventário diário é necessário para ajudar a identificar os sinais de aviso de recaída antes da negação ser reativada. Qualquer sinal de recaída e ser1 o porque pode ser o primeiro passo para voltar a beber ou ter colapso emocional e físico. Sem um inventado diário o adicto ira ignorar os sinais iniciais, e então será incapaz de interromper a síndrome da recaída quando se torna mais aparente.
Para um plano de prevenção de recaída é necessário projetar um sistema de inventário especial que monitora os sinais de aviso de uma recaída em potencial.
Desenvolva unia maneira para incorporar este sistema de inventaria na vida no dia-a-dia. Agora você tem uma lista dós sinais de aviso pessoais. Como você vai determinar se algum destes sintomas for ativado em sua vida?
Para que um inventado diário se torne um habito, recomendamos que se estabeleça dois rituais para o inventado diário. O primeiro deveria ser pela manhã. Abra um espaço de 5 a 10 minutos para ler a meditação no livro 24 horas e fazer um resumo de seus planos para o dia. Pergunte-se se você está preparado para este dia e o que você pode fazer que lhe ajudará fisicamente e emocionalmente a enfrentar os desafios do dia e manter uma sobriedade confortável. O segundo ritual de inventário dever ia ocorrer á noite. Reveja as tarefas do dia, identifique o que você manuseou bem e o que precisa melhorar.
Que forças você usa para enfrentar os desafios do dia? Como você pode reforçar e aumentar sua força? Que fraqueza ficou aparente e como você pode corrigir os defeitos e melhorar nestas áreas?
Olhe cuidadosamente na sua lista de sinais de recaída pessoal. Alguns deles estão presentes em sua vida? O que você esta fazendo para corrigir estas situações? Existem outros sinais de aviso que podem ser acrescentados a sua lista?
Pode ser útil manter um diário para rever seu progresso na recuperação e para acompanhar os sinais de recaída. Isto ajudara a ver que você se esta fazendo progresso na recuperação progresso porque lutamos. Afinal, não por perfeição.
Apenas saber quais são os seus sinais de aviso não irão necessariamente lhe ajudar. Lembre-se que os sinais de recaída se desenvolvem inconscientemente. `Você não sabe que eles estão acontecendo. Um inventário é uma maneira para rever conscientemente o que acontece no dia. Através de um inventário feito duas vezes1 de manhã e á noite é possível perceber os sinais de recaída, e fazer algo para pará-los antes de perder o controle.

7. Rever o programa de recuperação — Preciso rever meu programa de recuperação atual para ter certeza de que existe ajuda para tratar com meus sinais de aviso.

REVER O PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO
Recuperação e recaída são os lados opostos da mesma moeda. Se você não esta se recuperando, você esta em perigo de recair. Um bom programa de recuperação é necessário para evitar à recaída. Seu programa de recuperação anterior funciona bem para você?
Como pode ser melhorado é necessário aprender a se desafiar na vida diária. O adicto conhece sua adicção e sabe lidar com os sintomas? Presta atenção a todas suas necessidades de saúde? Está fazendo todo o necessário para se recuperar?
É necessário desenvolver um novo programa de recuperação baseado no que funcionou e do que não funcionou no passado.
Para cada problema, sintoma ou sinal de aviso que se identifique precisa-se ter certeza de que há alguma coisa no programa de recuperação para ajudar a lidar com isto.

8. Envolvimento com os outros — Preciso pedir aos outros que me ajudem a continuar sóbrio, falando-lhes sobre os meus sinais de aviso e pedindo por um retorno se eles verem quaisquer sinais aparecerem.
Envolvimento de pessoas significativas. Você não pode se recuperar sozinho. Recuperação total envolve a ajuda e apoio de uma variedade de pessoas. E necessário ajuda de outras pessoas para ter sucesso num plano de prevenção de recaída. O processo de recaída muitas vezes é um processo totalmente inconsciente. Apesar de um inventario diário pode se não ver o que esta acontecendo. Por isso é importante envolver outras pessoas nos planos de prevenção de recaída.
Membros da família, colegas de trabalho e companheiros de A.A/NA. podem ser muito úteis em ajudar a reconhecer sinais de aviso enquanto ainda é possível fazer algo sobre eles. Para que os outros possam ajudar, eles precisam conhecer os sinais de aviso e se preocupar o bastante para ter disposição de falar ao adicto quando percebem estes sinais de aviso.
E necessário estar disposto a falar com estas pessoas regulamente para que eles possam notar quando algo está errado e agir sobre o que eles dizem.
Selecione pessoas significativas na vida do adicto para ficarem envolvidas na prevenção de recaída. Podem ser os membros mais próximos da família, um patrão que o apóia, um padrinho do A.A., ou amigo do A.A.
Faça uma lista das pessoas com quem se tem um contato diário. Escolha desta lista as pessoas que você acha que seriam importantes para lhe ajudar a continuar sóbrio e evitar a recaída. Estas pessoas formam a rede de intervenção. Determine como cada pessoas interagiu com o adicto no passado, quando mostrou sintomas de recaída. Foram úteis à sobriedade? O que poderia fazer que seria mais útil a sua sobriedade? Agora determine o que você gostaria que estas pessoas fizessem na próxima vez que forem reconhecidos os sintomas de recaída.
Reúna as pessoas da vida do adicto para a reunião. Explique a eles lista de sinais de aviso pessoais e forme um contrato com cada pessoa de apoio sobre o que ele deverá fazer quando os sintomas de recaída forem percebidos e o que eles farão se o adicto começar a usar. O que se quer que eles façam e o que eles estão dispostos a fazer se a negação for reativada e se ficar incapaz de reconheces que existe um problema?
A rede de intervenção deveria ensaiar ou representar uma situação quando o adicto pode ficar numa pior. Representar uma situação na qual se esta mostrando sinais de aviso e então negar estes sintomas. A pessoa precisa ensaiar o que ele precisa fazer para ajudar a interromper a síndrome de recaída.
Permita a rede de intervenção participar na sua recuperação. Encoraje-os a apoiar o programa de recuperação e a rejeitar apoio a seus sintomas de aviso de recaída. Lembre-se também, que os membros da família também estão se recuperando. E preciso conhecer suas necessidades e assumir um forte compromisso para atende-lo em seus próprios programas de recuperação.

9. Acompanhamento e reforço — Preciso revisar meu plano de prevenção de recaída em intervalos regulares à medida que cresço e mudo na recuperação.

ACOMPANHAMENTO E REFORÇO:
Adicção não tem cura. Ela é uma doença crônica. Recuperação da adicção é uma maneira de vida. Como o plano de prevenção de recaída é parte da recuperação, também precisa tomar-se uma maneira de vida. O plano de prevenção de recaída precisa ser integrado em toda a vida e em todos aspectos da sua recuperação do adicto.
O plano de prevenção de recaída precisa ser compatível com A.A/NA. e outros grupos de apoio que se usa para progressiva sobriedade.
Deve também ser compatível com o programa de tratamento e da família.
Prevenção de recaída precisa ser praticada ate toma-se um habito. Todos somos escravos de nossos hábitos. A única liberdade que podem ter e escolher com cuidado os hábitos dos quais ficaremos escravos. Para a pessoa em recuperação é especialmente real que existe liberdade na estrutura. Somente no habito e na estrutura de um programa de sobriedade diário é que se pode conseguir a liberdade da escravidão da adicção.
E preciso estar disposto e revisar e atualizar o plano de prevenção de recaída em intervalos regulares e estar dispostos a reconhecer novos problemas que ameaçam a sobriedade. Plano de prevenção de recaída é um processo que deveria tonar-se uma parte integral da recuperação.
A conseqüência será a liberdade para gozar sobriedade confortável e a garantia que se tem um conhecimento de recaída, que se pode identificar os próprios sinais de aviso, e que se tem um plano de ação permitir que estes sinais de aviso se desenvolvam.

AS FASES E SINAIS DE AVISO DA RECAÍDA

(Sintomas da disfunção externa)
O processo de recaída leva a pessoa em recuperação a sentir dor e desconforto sem o químico. Esta dor e desconforto ficam tão fortes que a pessoa em recuperação fica incapaz de viver normalmente quando não bebe ou usa e sente que beber não pode ser pior que a dor de continuar sóbrio.
Trinta e sete sinais de recaída foram identificados em 1973 por Terence Gorski pela conclusão de entrevistas clinicas com 118 pacientes em recuperação. A pessoa em recuperação tem quatro coisas em comum:

1.a pessoa completa um programa de reabilitação de alcoolismo de 21 a 28 dias;

2.reconheceu que é uma pessoa em recuperação e não pode usar álcool/drogas com segurança;

3.foi dispensada com a intenção consciente de ficar sóbrio permanentemente, se utilizados de Alcoólicos Anônimos/Narcóticos Anônimos e o aconselhamento profissional no ambulatório;

4.finalmente volta a beber, apesar de seu compromisso inicial de permanecer sóbrios.
Os sintomas mais comuns relatados nesta Pesquisa clínica foram compilados num quadro de Recaída retratando os sinais de aviso da recaída.
Esses sinais foram divididos em 11 fases e a redação mudou um pouco para ser entendia com mais facilidade.

FASE UM – SINAIS DE AVISO DE RECAIDA INTERNOS.
Nesta fase a pessoa em recuperação se sente incapaz de funcionar normalmente dentro de si mesmo. Os sintomas mais comuns são:

1.1 — Diflculdade De Pensar Com Clareza.

A pessoa em recuperação muitas vezes tem dificuldade em pensar com clareza ou resolver problemas, geralmente simples. Às vezes sua mente age com pensamentos rígidos e repetitivos. Outras vezes sua mente parece se fechar ou dar brancos. Tem dificuldades de se concentrar ou pensar logicamente por mais que alguns minutos. Por isso nem sempre está seguro de como uma coisa se relaciona ou afeta outras coisas. Também tem dificuldade em decidir o que fazer a seguir para lidar com sua vida e recuperação. Às vezes é incapaz de pensar claramente e tende a tomar decisões, que não tomaria se o pensamento estivesse normal.

1.2— Dificuldades Em Lidar Com Sentimentos E Emoções.

Na recuperação a pessoa que tem dificuldades em lidar com seus sentimentos e emoções. Às vezes super-regra emocionalmente (sentem demais). Às vezes fica emocionalmente insensível (sentem muito pouco) e não é capaz de saber o que está sentindo. Em outras vezes ainda, tem pensamentos estranhos e malucos, sem razão aparente (sentem coisas erradas) e começa a pensar que vai ficar louco. Este problema de lidar com os sentimentos e emoções leva-o a experimentar e confia em seus sentimentos e emoções, muitas vezes há ignora-los ou esquece-las. Às vezes a incapacidade de lidar com os sentimentos e emoções, leva-o a reagir de maneira que não agir, se seus sentimentos fosse admitidos apropriadamente.

1.3 – Dificuldade Em Lembrar Coisas.

A pessoa em recaída em recuperação tem problemas de memória e o impede de apreender informações novas e habilidades, a coisas novas que apreende tende a se dissolver de sua mente dentro de 20 minutos após apreende-la.
Tem problemas para se lembrar de fatos importantes da infância, adolescência ou como adultos. Às vezes se lembrar tudo claramente. Sente-se bloqueados, grudados ou desligados da memória. Às vezes esta mesma memória, não em mente. Às vezes a incapacidade de lembrar coisas levando tomar decisões que não tomaria se sua memória estivesse funcionando bem.

1.4- Dificuldade Em Lidar Com O Stress.

A pessoa em recuperação tem dificuldade em lidar com o stress. Não consegue reconhecer os menores sinais do stress diário. Quando reconhece o stress é incapaz de relaxar. As coisas que a pessoa faz para relaxar ou não funciona ou piora seu stress. A pessoa fica tão tensa que não consegue controla-lo. Devido à tensão constante existem dias em que o esforço torna-se tão forte que é incapaz de funcionar normalmente e sente que vai ter um colapso físico ou emocional.

1.5 — Dificuldade Em Dormir Tranqüilamente.

Na recuperação a pessoa tem dificuldade em dormir tranqüilamente. Não consegue dormir. Quando dorme tem sonhos incomuns e perturbadores. Acorda muitas vezes e tem dificuldade de voltar e dormir. Dormir intermitentemente e raramente experimenta um sono profundo e reparador. Acorda de uma noite de sono e se sente cansado e muda as horas do dia em que descansa. Às vezes fica acordado ate tarde devido à incapacidade de dormir e então dorme demais porque está cansado demais para se levantar de manhã. Às vezes fica tão cansado que dorme por longos períodos, dormindo até um dia interiro ou mais.

1.6 — Dificuldades com A Coordenação Física e Acidentes.

Na recuperação a pessoa tem dificuldades com a coordenação física que resulta em tonturas, problemas de equilíbrio, dificuldades de coordenação entre os olhos e as mãos, ou reflexos fracos. Estes problemas criam idiotismo, bobo e tolo e propensão a acidentes que leva a outros problemas que não teriam se sua coordenação fosse normal.

1.7 – Vergonha, Culpa e Desesperança.

Às vezes a pessoa em recuperação sente muita vergonha porque acha que está louco, perturbado emocionalmente, deficiente como pessoa, ou incapaz de ser ou sentir-se normal. Outras vezes sente culpa porque acha que está fazendo alguma coisa errada ou falhando em trabalhar um programa de recuperação apropriado. A vergonha e a culpa leva-o a esconder os sinais de aviso e para de falar honestamente com os outros sobre o que estão experimentando. Quando mais a pessoa mantém escondidos, mais fortes os sinais de aviso se tornam. A pessoa tenta lidar com estes sinais de aviso, mas falha. Por isso começa a acreditar que não tem e não existe mais esperança.

FASE DOIS – VOLTA À NEGAÇÃO

Nesta, fase a pessoa não é capaz de reconhecer e falar honestamente aos outros o que está pensando ou sentido. Os sintomas mais comuns são –

2.1 – Preocupação Sobre O Bem — Estar.

Os sinais de aviso internos leva a pessoa a sentir-se inquieta, assustada e ansiosa. Às vezes tem medo de não ser capaz de continuar sóbrio. Esta inquietação vem e vai, e geralmente dura pouco tempo.

2.2 — Negação Da Preocupação.

Para suportar estes períodos de preocupação, medo e ansiedade pode ignorar ou negar estes sentimentos, da mesma maneira que antes negava a adição. A negação pode ser tão forte que não tem consciência dela enquanto a mesma esta acontecendo. Mesmo quando está consciente dos sentimentos, a pessoa esquece logo e se vão. Somente quando pensa de volta na situação mais tarde é que é capaz de reconhecer os sentimentos de ansiedade e sua negação.

FASE TRES – IMPEDIMENTOS E COMPORTAMENTOS DEFENSIVO

Nesta fase a pessoa em recuperação não quer pensar sobre qualquer coisa que possa trazer de volta os sentimentos dolorosos e desconfortáveis. Por isso começa evitar tudo que possa força-lo a uma honesta olhada em si mesmo. Quando são feitas perguntas diretas sobre seu bem-estar, a pessoa tende a ficar na defensiva. Os sintomas mais comuns são:

3.1 — Acreditar Que Eu Nunca Mais Vou Beber:

A pessoa em recuperação se convence que nunca mais vai usar ou beber novamente. Algumas vezes fala isto a outras pessoas, mas geralmente mantêm isto só para si. Pode ter medo de falar sobre isto só para si. Pode ter medo de falar sobre isto para seu consultor ou para outros membros de A.A/NA. quando acredita firmemente que nunca mais vão beber ou usar, a necessidade por um programa de recuperação diário parece menos importante.

3.2 — Se Preocupa Com Os Outros Em Vez De Si Próprios.

Fica mais preocupado com a sobriedade dos outros do que de com a sua recuperação pessoal. Não fala diretamente sobre estas preocupação, mas em particular julga – a maneira de beber dos amigos e do cônjuge, assim como o programa de recuperação das outras pessoas. No A.A/NA. isto se chama trabalhando com o programa dos outros.

3.3 — Ficar na defensiva

Pode ter uma tendência para se defender quando fala dos problemas pessoais ou de seu programa de recuperação mesmo quando nenhuma defesa é necessária.

3.4 — Comportamento Compulsivo

Pode tonar-se compulsivo [ obcecado – ou seja com idéias fixas ou rígidas ] na maneira que pensa ou se comporta. Existe uma tendência de fazer as mesmas coisas varias vezes, sem uma boa razão. Existe uma tendência de controlar conversas ou por falar demais, ou por não falar nada. Tende a trabalhar mais que o necessário, se envolve em muitas atividades e pode parecer um modelo de recuperação devido a um forte envolvimento no trabalho dos 12 Passos de A.A/NA, pode ser um líder em aconselhar os grupos, representando um terapeuta. Envolvimento casual ou informal com as pessoas, porem evitado.

3.5 — Comportamento Impulsivo

Estruturas do comportamento compulsivo começa a ser interrompidas por reações impulsivas. Em muitos casos são reações a situações stressantes. Situação de stress alto duram bastante tempo geralmente resultam em comportamento impulsivo. Muitas vezes estas super reações ao stress forma a base de decisões, que afetam áreas importantes da vida e compromissos para continuar o tratamento.

3.6 — Tendência À Solidão.

Começar a gastar mais tempo sozinho. Sempre tem boas razões e desculpas para ficar longe das pessoas. Estes períodos de ficar sozinho começa a ocorrer mais vezes e começa a sentir-se cada vez mais sozinho. Em vez de lidar com a solidão, tentando se encontrar ou ficar junto das pessoas, seu comportamento torna-se mais compulsivo e impulsivo.

FASE QUATRO – CONSTRUINDO A CRISE

Nesta fase a pessoa em recuperação começa a experimentar uma seqüência de problemas na vida causados pela negação de sentimentos pessoais, a se isolar e a negligenciar os problemas e trabalhar duro nisto, surgem dois problemas para substituir cada problema resolvido. Os sinais de aviso mais comuns que ocorrem neste período são:

4.1- Visão De Túnel

Visão de túnel é ver somente uma pequena parte da vida e não conseguir uma visão panorâmica. A pessoa em recuperação vê à vida como sendo feita de partes separadas e sem relação. Focaliza em uma parte sem olhar as outras partes, ou como estão relacionadas. Às vezes isto cria a crença errada da que tudo está seguro e indo bem. Outras vezes leva a ver só o que esta indo errado. Pequenos problemas explodem e ficam fora de proporção. Quando isto acontece começam a acreditar que está sendo tratado injustamente e não tem poder para fazer nada sobre isto.

4.2 — Depressão Secundária (Leve).

Sintomas de depressão começa a aparecer e a persistir. Pode sentir-se para baixo, triste, apático, vazio de sentimentos. Dormir demais se torna comum. É capaz de se distrair destes humores, ficando ocupado com outras coisas e não falando sobre a sua depressão.

4.3 — Deixar De Planejar Construtivamente.

Pode parar de planejar cada dia e o futuro: muitas vezes interpreta mal o lema de A.A/NA – Viva um dia de cada vez, significando que a pessoa não deve planejar ou pensar sobre o que vão fazer. Cada vez menos atenção é prestada aos detalhes. Fica apático. Planos são baseados mais em fatos que gostaria que fosse realidade (como gostaria que fossem as coisas) do que a realidade (como as coisas realmente são).

4.4 — Planos Começam A Falhar.

A pessoa faz planos que não são realistas e sem prestar atenção em detalhes, os planos começam a falhar. Cada fracasso causa novos problemas na vida. Alguns destes problemas são parecidos aos que acontece quando bebiam. Tipicamente incluem problemas conjugais, sociais e dinheiro. Muitas vezes se sente culpado e com remorso quando estes problemas ocorrem.

FASE CINCO – IMOBILIZACÃO

Nesta fase a pessoa em recuperação é incapaz de iniciar uma ação. Passa pelos movimentos da vida, mas é controlado em vez de controlar a vida.

5.1 – Devaneios E Ilusões

Fica mais difícil se concentrar. A síndrome da palavra [ se ] fica mais comum na conversa.
Começa a ter fantasias de fuga ou de ser socorrido por algo improvável de acontecer.

5.2 — Sentimentos De Que Nada Pode Ser Solucionado.

Um senso de fracasso começa a se desenvolver. O fracasso pode ser real ou imaginário. Pequenos fracassos são exagerados e aumentam de proporção. A crença de que fiz o melhor que pude, e a recuperação não esta funcionando começa a se desenvolver.

5.3 — Desejo Imaturo De Ser Feliz.

Um vago desejo de ser feliz ou ter as coisas funcionando. Usa de um pensamento mágico. Deseja que as coisas melhorem sem fazer nada para melhora-las, sem pagar o preço. para que as coisas melhorem.

FASE SEIS – CONFUSÃO E SUPER -REAÇÃO

Neste período a pessoa em recuperação tem dificuldades em pensar claramente. Fica perturbado consigo própria e com as pessoas ao seu redor. Fica limitada e super-reagem às pequenas coisas. Os sinais de aviso mais comuns nesta fase são:

6.1 —Período De Confusão

Período de confusão torna-se mais freqüentes, duram mais, e causam mais problemas. A pessoa em recuperação fica zangada consigo pela sua incapacidade de resolver as coisas.

6.2 — Irritação Com Os Amigos.

As relações com os amigos, consultores e membros de A.A/NA. ficam tensas. A pessoa em recuperação pode se sentir ameaçada quando os outros falam sobre as mudanças que estão notando em seu comportamento e humor. Os conflitos aumentam, apesar de seus esforços para resolve-los. Começa a sentir-se culpado e com remorso sobre seu papel nestes conflitos.

6.3 — Irritado Facilmente.

Pode experimentar episódios de raiva, frustração, ressentimentos e irritabilidade sem uma razão real, reação exagerada a pequenas coisas ficam freqüentes. O stress e a ansiedade aumentam devido ao medo de que a super reação, pode resultar em violência. O esforço para se controlar aumenta o stress e a tensão.

FASE SETE – DEPRESSÃO

Neste período a pessoa em recuperação fica tão deprimida que tem dificuldade de se manter na rotina diária.
Às vezes pode ter pensamentos de suicídio, beber ou usar drogas como uma maneira de terminar com a depressão. A depressão é muito forte e persistente e não pode ser ignorada facilmente ou escondida dos outros. Os sinais de aviso mais comuns que ocorrem neste período são:

7.1 — Hábitos Alimentares Irregulares.
Pode começar a comer demais ou comer pouco. Existe perda ou ganho de peso. Para de ter refeições regulares e substitue uma dieta nutritiva e bem balanceada por comida ruim.

7.2 — Falta De Iniciativa

Pode haver períodos em que é incapaz de iniciar ou de fazer qualquer coisa. Nestas horas é incapaz de se concentrar, sente-se ansioso, medroso e inquieto, e muitas vezes preso e sem saída.

7.3 — Hábitos De Sono Irregulares.

Pode ter dificuldades para dormir ou ficar inquieto e caprichoso quando querem dormir.
O sono muitas vezes é marcado por sonhos estranhos e assustadores. Devidos ao cansaço pode dormir de
12 a 20 horas de cada vez. Estas maratonas de sono acontecem cada 6 a15 dias.
7.4 — Perda Da Estrutura Diária .

A rotina diária fica acidental. Deixa de se levantar e ir para a cama nas horas regulares. Às vezes não pode dormir, e isto leva a dormir demais em outros dias. Os horários das refeições ficam irregulares. Fica mais difícil manter compromissos e planejar eventos sociais. Sente-se apressado e sobrecarregado, e em outras horas não tem nada fazer. É incapaz de dar seguimento a um plano e de decisões, e experimentar tensão, frustração, medo ou ansiedade que não o deixe fazer o que precisa ser feito.

7.5 — Período De Profunda Depressão.

Se sente deprimido mais vezes. A depressão fica pior, dura mais e interfere com a vida. É tão grande que pode ser notada pelos outros e não pode se negada facilmente. A depressão é mais forte nas horas não planejadas e não estruturadas. Fadiga, fome e solidão tornam a depressão pior. Quando se sente deprimido, se isola ou melhor se separam das outras pessoas, fica irritado e zangado com os outros, e muitas vezes reclama que ninguém se preocupa e não o entende, o que está acontecendo com ele!

FASE OITO – PERDA CONTROLE DO COMPORTAMENTO.

Nesta fase fica incapaz de controlar ou regular o comportamento pessoal e os horários do dia. Existe ainda uma negação forte e falta de uma consciência de estar fora de controle. Sua vida fica caótica e muitos problemas se criam em todas as áreas da vida e na recuperação. Os sinais de aviso mais comuns nesta fase são:

8.1 — Participação Irregular Nas Reuniões De Tratamento E No A.A/NA

Para de participar do A.A. e começa a perder as consultas marcadas para acompanhamento ou tratamento. Encontra desculpas para justificar isto, e não reconhece a importância de A.A. e do tratamento. Desenvolve uma atitude de que o A.A/NA e o aconselhamento não estão fazendo com que eu me se sinta melhor, porque isto faz sua prioridade numero um? Existem outras coisas mais importantes.

8.2 — Desenvolvimentos De Uma Atitude De Não Tenho Nada Com Isto.

Tenta agir como se não tivesse nada haver com os problemas que estão acontecendo.
Isto é para esconder sentimentos de desesperança, uma crescente falta de auto respeito e
auto confiança.

8.3 — Rejeição Aberta De Ajuda.

Desliga-se das pessoas que podem ajudar. Pode fazer isto tendo ataque de raiva que afastam as pessoas, criticando ou colocando os outros para baixo ou se afastando dos outros tranqüilamente.

8.4 – Falta De Satisfação Com A Vida.
As coisas parecem tão mal que começa a pensar que deveria começar a usar o químico, porque as coisas não podem ficar pior. A vida parece que ficou incontrolável desde que parou de beber.

8.5 — Sentimentos De Impotência E Desesperança.
Tem dificuldade em começar as coisas, tem problema em pensar claramente, em se concentrar, e em pensar abstratamente: sente que não pode fazer nada e começar a acreditar que não há saída.

FASE NOVE – RECONHECIMENTO DA PERDA DE CONTROLE

Sua negação quebra e de súbito reconhece como seus problemas são, como a vida ficou incontrolável e como a pessoa tem pouco poder e controle para resolver qualquer problema. Esta percepção é muito dolorosa e assustadora. Nesta hora está tão sozinho que parece não existir ninguém para pedir ajuda. Os sinais de aviso mais comuns que ocorrem nesta fase são:

9.1 —Auto Piedade.

Começa a sentir pena de si mesmo e pode usar a auto piedade para conseguir atenção no A.A. ou dos membros da família.

9.2 — Pensamentos De Beber Socialmente.

A pessoa acha que beber ou usar drogas iria ajuda-lo a se sentir melhor e começar a achar que podem beber ou usar normalmente e que pode se controlar. Às vezes consegue colocar estes pensamentos para fora de suas mentes, mas às vezes os pensamentos são tão fortes que não pode ser detidos. Pode começar a sentir que beber pode ser a única alternativa e ficar louco ou cometer suicídio. Realmente beber parece uma alternativa sã e racional.

9.3 —Mentiras Conscientes.

Começa a reconhecer as mentiras, negação e desculpas, mas não pode interrompe-la.

9.4 — Perda Completa De Auto Confiança.

Sente-se preso e vencido pela incapacidade de pensar claramente e agir. Este sentimento de impotência lhe causa a crença que é inútil e incompetente. Por isso acredita que não pode lidar com os vários pontos da sua vida.

FASE DEZ – REDUÇÃ0 DE OPCÕES
Nesta fase a pessoa em recuperação sente-se presa pela dor e pela incapacidade de lidar com a vida. Então parece haver apenas três saídas: insanidade, suicídio ou uso do químico. Não acredita que alguém ou algo possa ajuda-lo. Os sinais de aviso mais comuns nesta fase são:

10.1 — Ressentimentos Insensatos

Sente raiva por causa da incapacidade de comportar-se de maneira que deseja. Às vezes
à raiva é com o mundo em geral às vezes com alguém em particular, e ás vezes consigo
mesmo.

10.2 —Para Todo O Tratamento Profissional e do A.A/NA

Para de assistir reuniões de A.A., se está tomando medicação esquece de toma-lo ou evita deliberadamente de toma-lo. Se um padrinho ou pessoa que ajuda é parte do tratamento, se desenvolve uma tensão e conflito tão fortes, que o relacionamento geralmente acaba. Pode retirar-se do aconselhamento profissional muito embora precisa de ajuda e saiba disto.

10.3 — Esmagadora Solidão, Frustração, Raiva E Tensão.

Se sente totalmente esmagado. Acredita que não existe saída a não ser beber, suicídio ou insanidade. Existe fortes sentimentos de insanidade e sentimentos de desespero.

10.4 —Perda Do Controle Do Comportamento.

Experimenta cada vez mais dificuldades em controlar pensamentos, emoções, julgamentos e comportamentos. Esta progressiva e incapacitante perda de controle começa a causar problemas em todos as áreas de sua vida. Começa a afetar a saúde. Não importa quando tenta reconquistar o controle, é incapaz de consegui-lo.

FASE ONZE – VOLTA AO USO DO OUÍMICO OU COLAPSO FISICO E EMOCIONAL.

11.1 — Volta Ao Uso Controlado De químicos

Neste ponto a pessoa está por demais desesperada e se convence que é possível usar com controle. Planeja usar o químico por um curto período de tempo ou de uma maneira controlada. Começa a usar o químico com a melhor das intenções. Acredita não ter outra escolha.

11.2— Vergonha e Culpa.

O uso produz sentimento de vergonha e culpa muito fortes.
Culpa é o sentimento que é causado pelo próprio julgamento de que “Fiz alguma coisa errada” A pessoa recaída recentemente se sente moralmente responsável por ter voltado a usar e acreditar que isto não teria acontecido se fizesse a coisa correta. Vergonha é o sentimento que resulta do próprio julgamento que sou uma pessoa defeituosa. A pessoa em recuperação sente como que sua recaída prova que é sem valor e que pode morrer como um adicto na ativa.

11.3—Perda de Controle

O uso do químico leva aos poucos a perda de controle. Às vezes a perda de controle corre lentamente. Outra perda de controle é muito rápida. A pessoa começa a usar tanto ou mais que antes.

11.4— Problemas de Vida e de Saúde

Começa a experimentar problemas severos com sua vida e saúde. Casamento, trabalho e amizades são prejudicados seriamente. Finalmente sua saúde física sofre e se torna tão doente que precisa de tratamento profissional.
 

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Governo vai investir R$ 4 bilhões em ações para enfrentar o crack.

drogas
Medidas ampliam atendimento de saúde aos dependentes e reforçam enfrentamento ao tráfico Brasília, 07/12/2011 (MJ) – A presidenta Dilma Rousseff e os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, lançaram, na quarta-feira (07/12), um conjunto de ações do governo federal para enfrentar o crack e as outras drogas.
 
Com investimento de R$ 4 bilhões da União e articulação com estados, Distrito Federal e municípios, além da participação da sociedade civil, a iniciativa tem o objetivo de aumentar a oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas e ampliar atividades de prevenção. 

Durante a cerimônia, a presidenta destacou a importância da atuação conjunta dos poderes públicos – União, estados e municípios – com a sociedade nas medidas anunciadas. Para ela, é esse “pacto” que vai garantir o sucesso das ações. “Nós aplicamos um grande esforço do governo para construir uma política que seja capaz de lidar com os diferentes aspectos dessas questões, que são droga, violência, crime organizado e a conseqüente destruição da família”, destacou a presidenta.
Com o mote Crack, é possível vencer, as ações estão estruturadas em três eixos: cuidado, autoridade e prevenção.
O primeiro inclui ampliação e qualificação da rede de atenção à saúde voltada aos usuários, com criação da rede de atendimento Conte com a gente.
No eixo autoridade, o foco é a integração de inteligência e cooperação entre Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e polícias estaduais, a realização de policiamento ostensivo nos pontos de uso de drogas nas cidades, além da revitalização desses espaços.
Também nesta quarta-feira, o Executivo envia ao Congresso Nacional dois projetos de lei, um que altera Código de Processo Penal para acelerar a destruição de entorpecentes apreendidos pela polícia e agilizar o leilão de bens utilizados para o tráfico de drogas, e o outro que institui o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas (Sinesp).
Já o eixo prevenção prevê ações nas escolas, nas comunidades e de comunicação com a população.
“O principal alicerce dessas ações pode ser resumido em uma única palavra: integração de políticas públicas”, sitentizou o ministro José Eduardo Cardozo. Na sua opinião, as metas são audaciosas e que irão materializar um plano capaz de enfrentar a questão. “O crime organizado é um problema sim, mas o Estado brasileiro é mais forte e nós vamos derrotá-lo porque temos condições efetivas para fazê-lo”.
Cuidado
Na área da saúde, o plano prevê a estruturação da rede de cuidados Conte Com a Gente, que auxiliará os dependentes químicos e seus familiares na superação do vício e na reinserção social. A rede é composta de equipamentos de saúde distintos, para atender os pacientes em situações diferentes.
Uma das novidades do plano é a criação de enfermarias especializadas nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Até 2014, o Ministério da Saúde repassará recursos para que estados e municípios criem 2.462 leitos, que serão usados para atendimentos e internações de curta duração durante crises de abstinência e em casos de intoxicações graves. Para estimular a criação destes espaços, o valor da diária de internação crescerá 250% – de R$ 57 para R$ 200. Ao todo, serão investidos R$ 670,6 milhões.
Nos locais em que há maior incidência de consumo de crack, serão criados 308 consultórios de rua, que farão atendimento volante. Cada consultório terá equipes de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. A ação, que terá recursos de R$ 152,4 milhões, atenderá municípios com mais de 100 mil habitantes. Os recursos já estão disponíveis e aguardam apenas a adesão dos municípios.
Já os Centros de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas (CAPSad) passarão a funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Até 2014, serão 175 unidades em todo o país. Estes centros vão oferecer tratamento continuado, com possibilidade de internação, a até 400 pessoas por mês.
O atendimento será reforçado também pela criação de unidades de acolhimento, que terão cuidados para manutenção da estabilidade clínica e o controle da abstinência. Para o público adulto, serão criados 408 estabelecimentos, com investimentos de R$ 265,7 milhões até 2014. Já para o acolhimento infanto-juvenil, serão 166 pontos exclusivos para o público de 10 a 18 anos de idade, com investimento de R$ 128,8 milhões.
O Crack, é possível vencer contempla também a ampliação dos repasses do Ministério para as instituições da sociedade civil que fazem atendimento aos dependentes químicos e seus familiares. Para receberem recursos do SUS, estes estabelecimentos terão de cumprir critérios estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e assegurar um ambiente adequado, que respeite a integridade dos direitos dos pacientes e de seus familiares. Todas as instituições estarão vinculadas ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).
Autoridade
O enfrentamento ao tráfico do crack não é diferente do que é feito para outras drogas ilícitas, já que essa é uma das formas de apresentação da cocaína. As ações policiais irão se concentrar em duas frentes: nas fronteiras e nas áreas de uso de drogas, nos centros consumidores.
Serão intensificadas as ações de inteligência e de investigação para identificar e prender os traficantes, bem como desarticular organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas ilícitas. O contingente das Polícias Federal e Rodoviária Federal será reforçado com contratação de mais de 2 mil novos policiais. 
Está prevista também a implementação de policiamento ostensivo e de proximidade nas áreas de concentração de uso de drogas, onde serão instaladas câmeras de videomonitoramento fixo. Os recursos federais serão repassados aos estados por meio de convênios.
O objetivo é prestar atendimento a pessoas que trabalham, residem ou circulam no local, e possibilitar maior segurança com a identificação e prisão de traficantes. A expectativa é que a utilização de câmeras, móveis e fixas, contribua para inibir a prática de crimes, principalmente o tráfico de drogas.
Os profissionais que atuarão nessas áreas têm formação na doutrina de polícia de proximidade (comunitária) e vão incentivar o fortalecimento da comunidade nas áreas de uso de drogas para fortalecer a participação comunitária na prevenção à violência e criminalidade.
Outras mudanças importantes se dão no campo da adequação das leis. O governo federal propõe dois novos projetos de lei e anuncia apoio a três propostas já em tramitação no Congresso Nacional. Veja a lista:
Envio ao Congresso Nacional do PL que institui o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas (Sinesp) – o sistema vai suprir a ausência de um mecanismo oficial de estatística capaz de compilar e fornecer dados e informações precisos sobre situação da segurança pública no país. Os estados irão assinar pactuação com a União e, se não fornecerem dados no Sistema, terão suspensos os repasses de verbas federais.
Envio ao Congresso do PL que altera o Código de Processo Penal e a Lei de Drogas – agiliza o processo de alienação dos bens que são produto do tráfico de drogas. Contribui para a eficiência das decisões judiciais, criando instrumentos que possibilitem intensificar o combate à criminalidade e preservar o valor dos bens apreendidos, que hoje estão sujeitos à desvalorização ao longo do processo. A mesma proposta vai dar mais agilidade no procedimento de destruição de drogas apreendidas.
Apoio ao PL 6578/2009 (organizações criminosas) – em tramitação na Câmara dos Deputados, tipifica o crime de participação em organização criminosa. A legislação atual prevê apenas os delitos de “formação de quadrilha” ou “bando”. O PL também regulamenta técnicas especiais de investigação, como a colaboração premiada e a infiltração de agentes.
Apoio ao PL 3443/2008 (lavagem de dinheiro) – aprovado na Câmara em outubro e agora em análise no Senado, acaba com a lista específica de crimes antecedentes, como sequestro ou tráfico, para se caracterizar a prática de lavagem de dinheiro. A proposta do PL é também aumentar as hipóteses em que pessoas físicas têm de informar sobre suas transações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e o valor da multa aplicável a quem não cumprir com essas obrigações (hoje limitada aR$ 200 mil, poderá chegar a R$ 20 milhões).
Apoio ao PL 3772/2008 (difusão vermelha) – em tramitação na Câmara dos Deputados, permitirá agilizar o processo de extradição. A mudança permite prender preventivamente estrangeiros procurados pela Justiça de outro país, conforme alerta transmitido internacionamente pela Interpol. Hoje, para a prisão, é necessário pedido formal de extradição do país que determinou a sentença. A alteração permite que a prisão seja executada conforme determinação da Interpol e depois, dentro do prazo estipulado, o país deve apresentar a documentação necessária para a extradição do estrangeiro. Caso não seja apresentada, o preso é liberado.
Prevenção
Este eixo está estruturado em três bases: na escola, na comunidade e na comunicação com a população.
O Programa de Prevenção do Uso de Drogas na Escola tem a proposta de capacitar 210 mil educadores e 3,3 mil policiais militares do Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD) para prevenção do uso de drogas em 42 mil escolas públicas. Estima-se que serão beneficiados 2,8 milhões de alunos por ano. 
O Programa de Prevenção na Comunidade prevê capacitação de 170 mil líderes comunitários até 2014.
Haverá também realização de campanhas específicas para informar, orientar e prevenir a população sobre o uso do crack e de outras drogas. O serviço de atendimento telefônico gratuito de orientação e informação sobre drogas VivaVoz passará de 0800 para o número de três dígitos 132, para facilitar o acesso do cidadão. Além disso, o Portal Enfrentando o Crack reúne as informações sobre o tema e está disponível em www.brasil.gov.br/enfrentandoocrack.
Os atuais 49 Centros de Regionais de Referência –  que funcionam junto a instituições públicas de ensino superior – serão ampliados para 65 e oferecerão 122 mil vagas para formação permanente de profissionais de saúde, assistência social, justiça e segurança pública. Nos próximos anos, serão oferecidas 250 mil vagas em cursos a distância para líderes comunitários, conselheiros municipais, profissionais de saúde e assistência social e operadores de direito.
 
 

 

 

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Cinco benefícios do riso para a sua vida!

   Você sabia que os benefícios do riso e de uma perspectiva mais positiva vão muito além da simples diversão? Confira os motivos que fazem do riso o melhor remédio





Por Comunicação Social da FUNCEF


O riso faz muito mais do que diminuir o estresse, ele também aumenta a sua imunidade contra doenças.

Você já ouviu a frase “rir é o melhor remédio”? Para muitas doenças, como o estresse, ela pode ser a verdadeira solução. Como disse certa vez o célebre comediante inglês Charles Chaplin, “um dia sem rir é um dia desperdiçado”. Você deve aproveitar todos os dias os benefícios da terapia do riso para ser mais feliz, saudável e satisfeito.Confira a seguir cinco motivos para rir mais durante seu dia:

1. Diminui o estresse

Pense na última vez que você riu tanto, que quase fez xixi e perdeu o fôlego. Como se sentiu depois? Estressado, com raiva, preocupado? Muito provavelmente não. O riso aumenta a liberação de hormônios ótimos para o bem-estar como a endorfina, ao mesmo tempo em que diminui a liberação de hormônio prejudiciais, como o cortisol.

2. Refresca a perspectiva

Senso de humor deixa as pessoas mais leves, despreocupadas e positivas. Sabe por quê? Pois ajuda você a ter uma perspectiva diferente sobre as coisas que ocorrem em sua vida e trabalho, sejam elas boas ou ruins.

3. Tem benefícios sociais

O riso aproxima as pessoas uma das outras de maneira natural e duradoura. Situações, comentários e conversas engraçadas são as que mais lembramos. Da próxima vez que estiver com seus amigos, familiares e principalmente pessoas que não conhece, aproveite os benefícios sociais do riso para fazer mais amizades.

4. Aumenta a imunidade

O riso faz muito mais do que diminuir o estresse, ele também aumenta a sua imunidade contra doenças. Quando você ri e encara a vida com uma perspectiva mais positiva, seu corpo produz anticorpos e células de proteção.

5. Deixa você mais esperto

O riso também pode aprimorar o funcionamento do cérebro. Ele deixa você mais criativo e estimula a criação de novas ideias, além de aumentar a capacidade de solucionar problemas, uma habilidade muito necessária nas tarefas do dia a dia.
 

Fonte: Universia Brasil

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