Sintomas de recaída – Dificuldade em dormir tranquilamente

Os sintomas já mencionados anteriormente estão todos relacionados à nossa estrutura emocional e todos os problemas que estão a nossa estrutura emocional podem acarretar uma série de problemas. Outro problema causado por fatores emocionais é o sono, ou melhor, a dificuldade em dormir tranquilamente, descansar e ter um sono que recupere as energias. Uma noite bem dormida pode proporcionar uma série de benefícios, como prevenir a obesidade, combater a hipertensão, fortalecer a memória, prevenir a depressão, favorecer o desempenho físico, diminuir o risco de doenças cardiovasculares, e melhorar o desempenho no trabalho.
            Pessoas que não conseguem ter um sono profundo, que acordam várias vezes no meio da noite podem agravar o quadro de estresse e desequilíbrio físico e emocional. Do mesmo modo que dormir demais também pode gerar certos danos a nossa saúde, como apatia e indisposição.
            Quando nos encontramos cansados depois de uma noite de sono, podemos alterar as horas  de descanso  e começar a trocar o dia pela noite, ou às vezes ficamos acordados até tarde devido a dificuldade de dormir, e então dormimos demais porque estamos cansados para nos levantar pela manhã, ou até dormir por longos períodos, dormindo até um dia inteiro.
            O desregramento do sono pode fazer parte de um processo de recaída, não como causa, mas sim como um sintoma, principalmente se considerarmos a ligação direta que esta dificuldade tem como muitos dos fatores emocionais também associados à recaída.
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Sintomas de recaída – Memória e estresse

drogas
·        Dificuldade em lembrar coisas
O descontrole emocional, já mencionado na fase anterior, pode provocar a ansiedade e a angústia durante o processo de recaída e causar problemas de memória e dificuldade em aprender novas informações.
Nesta fase, a concentração e o foco se perdem gradativamente e não conseguimos mais dar continuidade em nada que tínhamos iniciado como trabalho, estudos, relacionamentos, etc.
·        Dificuldade em lidar com o estresse
Outro fator que deve ser considerado na manutenção da sobriedade é a dificuldade em lidar com o estresse. Entende-se por estresse “a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos (estressores) e que permitem ao indivíduo superar determinadas exigências do meio ambiente, assim como para manter a sobriedade e a recuperação”.
Assim, pode-se dizer que o estresse faz parte do dia-dia de qualquer pessoa, e para conseguir manter uma vida saudável, física e emocionalmente, é preciso enfrentar a pressão gerada pelo estresse. É condição básica para manter a sobriedade e a qualidade de vida.
A capacidade de adaptar-se a situações adversas e estressoras garantirá a continuidade do processo de recuperação. É a flexibilidade emocional (resiliência) que pode garantir que o estresse não se torne motivo de recaída.
Todos os sintomas já citados anteriormente podem estar associados ao estresse, sendo decorrentes ou desencadeadores do mesmo e devem ser considerados com cuidado.

Muitas vezes, durante o processo de recaída não conseguimos reconhecer os sinais do estresse e quando se reconhece tem muita dificuldade em lidar com ele. Esta dificuldade também pode levar ao descontrole emocional e afetar a saúde física e levar a recaída.
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Sintomas de recaída – sentimentos e emoções

tratamento da dependência química
Durante a nossa recuperação podemos ter certas dificuldades em lidar com os nosso sentimentos e

emoções. Podemos nos tornar muito sensíveis e sentirmos demais ou pouco sensíveis e sentirmos muito pouco, o que não é nada bom para a nossa sobriedade. Tanto um quanto o outro estado emocional podem ser prejudiciais para a nossa recuperação.

Outra dificuldade em lidar com os sentimentos e emoções é a falta de capacidade de nomear, dar significado ao que estamos sentindo, o que pode nos levar a deixar de lado e reprimir estes sentimentos e emoções. Muitas vezes nem percebemos ou não entendemos o que realmente estamos sentindo e acabamos ficando sob controle destes sentimentos e emoções. Pensamentos obsessivos e repetitivos que tira-nos a concentração, podem nos desestruturar e causar muito desconforto.
Neste ponto o desequilíbrio se instala e é nessa hora que muitos de nós acabamos tomando decisões importantes da nossa vida, sem pensar, como pedir demissão de um emprego, terminar ou começar um relacionamento, brigar com um amigo ou pessoas da família, desistir de algo e qualquer outra forma desesperada de tentar uma solução mágica para o nosso descontrole.

Desistir facilmente das coisas ou se iludir criando situações mágica ou castelos de areia são comuns quando estamos em descontrole e a melhor opção é buscar soluções para os nossos conflitos que em sua maioria, são internos e não externos.  Para aprender a lidar melhor com os nossos sentimentos e emoções, o primeiro passa é falar deles, procurar nossos amigos de confiança, nosso padrinho de 5º passo ou do grupo de apoio, enfim alguém que tenhamos intimidade para contar o que estamos sentindo. Evitar o isolamento é fundamental, pois é no isolamento que alimentamos os pensamentos negativos e falar a respeito, o que sentimentos e pensamos é uma forma de nos mater unidos e compartilhar as nossas experiências, sejam elas boas ou não. 
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Sintomas de recaída

alcoolismo
Sintomas de recaída
São vários os sintomas que podem levar o dependente químico à recaída e o uso de drogas e álcool, pode-se dizer que é a última fase final desse processo. Antes do uso muitos sintomas e comportamentos vão surgindo gradativamente, e o dependente que não está atento com a sua recuperação, comprometido com a manutenção da nova linguagem adquirida, não percebe que aos poucos começa a viver esse processo lentamente.
        Isso acontece porque quando o dependente está em processo de recaída tem dificuldade em pensar com clareza e resolver problemas cotidianos, até mesmos os pequenos e mais simples contratempos e situações inesperadas do dia-a-dia. Os pensamentos obsessivos, dificuldade de se concentrar ou pensar com clareza podem afetar outras áreas da nossa vida. A dificuldade de tomar decisões e direcionar a nossa vida e a nossa recuperação, levando a tomarmos decisões precipitadas e que não tomaríamos se estivéssemos com o pensamento normal.
        O cuidado com a nossa saúde mental é fundamental, pois se ela não estiver bem poderá afetar outras estruturas (física, emocional e espiritual).
       
Questões para reflexão!
Como estão meus pensamentos, consigo manter o foco no que eu estou fazendo no momento ou tenho dificuldade para me concentrar em minhas atividades?
Procuro manter o positivismo, e busco gerenciar meus pensamentos de maneira que eu não alimente maus pensamentos, pré-julgamentos a respeito das coisas e das pessoas?
Procuro esperar acontecer ou fico deduzindo negativamente situações antes de acontecer?

Tenho tido pensamentos repetitivos a respeito de algo, de maneira que eu não consiga pensar logicamente?

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Os sinais de aviso da recaída

tratamento da dependência química
Os sinais de aviso da recaída
 
Muitos de nós podemos pensar que a recaída significa quando voltamos a usar algum tipo de droga ou álcool. Mas a recaída é um processo que se inicia muito antes do uso, ou seja, começa gradativamente na perda da qualidade de vida, causando grande desconforto e dificuldades de realizar as atividades do dia-a-dia.
O uso de drogas e/ou álcool é somente a conseqüência de uma série de situações não resolvidas, de uma vida desregrada e sem disciplina e da falta de cuidados com a manutenção da recuperação. Estas situações e a falta de comprometimento com a recuperação geram desconforto e perda da qualidade de vida, e vai ficando cada vez mais difícil viver sóbrio, já que voltar ao uso pode ser a melhor saída.
Entende-se por sobriedade “a abstinência das drogas e álcool, a abstinência de comportamentos compulsivos e a melhoria na saúde física, mental e social”. Assim, pode-se dizer que não basta apenas parar de usar drogas e álcool, pois sobriedade não é só isso, é ter qualidade de vida em todos os sentidos, apesar das dificuldades, frustrações e desafios.
Para a verdadeira recuperação deve haver a transformação do ser, não somente parar a doença. É preciso eliminar a identidade antiga, os velhos hábitos, reestruturar o indivíduo socialmente e pessoalmente e desenvolver constantemente essa nova identidade. O dependente em recuperação precisa reorientar toda a sua vida e muitos dos seus valores e princípios.

A capacidade de ser honesto é fundamental na prevenção da recaída. Há muitos casos em que a recuperação não é verdadeira porque não há honestidade e comprometimento. Conseguir enxergar e admitir as próprias fraquezas, ter humildade para pedir ajuda e estar disposto a abrir mão de tudo o que afasta da qualidade de vida e da recuperação devem ser compromissos diários, como ferramenta fundamental para a manutenção e prevenção da recaída.

O SOS Sobriedade estará publicando uma sequência desta matéria, que consiste nos estágios da recaída. Acompanhe conosco para utilizar como ferramente de reflexão e prática da manutenção da recuperação.

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Tensão emocional – A força devastadora do ser

TENSÃO EMOCIONAL
Não é difícil encontrar pessoas em toda parte com desajustes emocionais. Quase sempre não caminham, mas arrastam-se em um corpo sofrido, fruto de tensões emocionais que doem no fundo da alma.
Essas pessoas não dialogam, mas fomentam a queixa de si mesmas, dos outros e das coisas. Uma lamentação eterna que envenena a alma.
Insegurança, conflitos íntimos, frustrações, tristeza, desânimo, cólera, inconformidade e todos os tipos de sentimentos negativos, dilaceram sutilmente o corpo físico. Esta força devastadora no campo dos pensamentos, sentimentos e emoções acabam por se alastrar, não só pelo corpo físico, mas pelo ambiente ao redor deste corpo, como o câncer, como um vírus.
É necessário compreender a existência de Deus e praticar os seus ensinamentos, independente da religião preservar o corpo, a alma e o espírito contra estes desequilíbrios.
Aceitar a vida como ela é sem ilusões ou distorções e procurar melhorá-la constantemente com paciência, dia após dia é o primeiro passo.
Aprender a estimar as pessoas como elas são, sem esperar delas mudanças por conveniência, aplicar o trabalho e o progresso com dedicação, apreciar o repouso e o entretenimento para revigorar o ânimo e as energias e servir ao próximo sempre, pois fazer o bem é a vacina para a alma e para o espírito.
Desfazer-se do lado das situações negativas e de ambientes desfavoráveis, mantendo-se do lado de pessoas positivas, de bem e de situações e ambientes agradáveis e saudáveis.
Jamais cultivar ressentimentos, mágoas, rancores ou qualquer sentimento dessa natureza, de maneira que não adoeças e o passar do tempo não lhe surpreenda.
Em vez de complicar as coisas criando complexas teorias e opiniões que possam torna-lhe uma pessoa rígida, intolerante e inflexível, simplifique a vida eliminando o que é desnecessário, valorizando o que é belo e eterno, acrescentando uma boa dose de alegria nos pequenos detalhes que passam despercebidos.
Admita e aprenda com os fracassos, como lição proveitosa para o crescimento, para o amadurecimento, em vez de optar pela lamentação e a autopiedade.

Incentive as pessoas, valorize o que elas tem de bom, de esperança a elas e não as reprima de maneira tirana. Busca o entendimento e a harmonia através da atração pela simpatia.
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!
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Os 12 Passos – Auto-análise

1º PASSO
“Admitimos que somos impotentes perante o álcool e as drogas, e que perdemos o domínio sobre as nossas vidas”
Falo muito sobre drogas se gabando de falsas conquistas?
Tenho pensamentos secretos sobre uso controlados de drogas?

Tenho humildade para pedir ajuda quando preciso e para ouvir conselhos?
Estou buscando mudar pequenos hábitos negativos e defeitos de caráter?
Tento controlar minhas emoções diminuindo minha agressividade?
Tenho estado muito irritado, deprimido ou eufórico?
2º PASSO
“Admitimos que somente um Poder Superior a nós mesmos poderia nos devolver a sanidade”
Estou renunciando determinados prazeres e velhos hábitos, ou só renuncio aquilo que me convém?
Estou tendo auto-responsabilidade nas minhas atividades, ou faço as coisas por obrigação?
Busco me perdoar e perdoar as pessoas e as coisas que aconteceram no passado, ou guardo mágoas e ressentimentos?
Estou utilizando o meu tempo livre de maneira eficaz?
3º PASSO
“Decidimos entregar as nossas vidas e as nossas vontades aos cuidados de um Poder Superior, na forma em que o concebíamos.”
Estou com dificuldades em renunciar o que é negativo para a minha sobriedade?
Estou buscando ouvir as pessoas, amigos de recuperação e espiritualidade, ou sempre busco fazer as coisas do meu jeito?
Estou evitando as pessoas que tentam me ajudar?
Acho que a espiritualidade e as pessoas não podem me oferecer nada e que posso continuar a vida em sobriedade sozinho, sem a ajuda das pessoas?

Sinto que a cada dia me afasto mais do que quero?
4º PASSO
“Fizemos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.”
Estou sendo honesto em tudo o que faço, ou procuro me esquivar e não os meus erros?
 
Estou omitindo, mentindo ou distorcendo detalhes da minha vida?
Utilizo de mecanismos de defesa, justificando meus atos cometidos no passado, idealizando fatos negativos, ou seja, faço um erro meu parecer uma coisa boa?


5º PASSO
Admitimos perante o nosso Poder Superior, perante a nós mesmos, e perante a outro ser humano a natureza exata das nossas falhas.”
Estou conseguindo confiar mais nos meus amigos?

Estou conseguindo me abrir mais e expor meus sentimentos?

Tenho tido contato com meu padrinho de 5º passo?
6º PASSO
“Prontificamos inteiramente a deixar que o nosso Poder Superior remova todos esses defeitos de caráter.”
Estou vivendo o meu dia-a-dia com ânimo e disposição?
Estou sendo positivo e praticando ações que me tornam uma pessoa melhor?
Faço planos e traço metas concretas a fim de melhorar minha vida pessoal, profissional, familiar e social?
Consigo renunciar pequenos hábitos negativos do dia-a-dia sem ficar mal humorado ou irritado?
Estou buscando a melhoria contínua em minha vida em todos os sentidos?
  
7º PASSO
Humildemente rogamos ao nosso Poder Superior que nos livre das nossas imperfeições.”
Sinto que estou curado e que não preciso mais de ajuda?
Busco ouvir a opinião dos outros ou quero fazer tudo do meu jeito?
Sinto que as pessoas dos Grupos de Apoio não têm nada a me oferecer?
Acredito que posso buscar a minha sobriedade sozinho?
Estou me freqüentando lugares e andando com pessoas que possam oferecer risco para a minha sobriedade?
8º PASSO
“Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.”
Tenho me preocupado em perceber os danos que posso ter causado no meu dia-a-dia?
Consigo pedir perdão quando prejudico alguém?
Consigo me colocar no lugar do outro?
Procuro me perdoar quando erro, ou acho que eu não posso errar e procuro ser perfeito com medo de recair?
9º PASSO
“Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las, ou a outrem.”
Fiz uma relação detalhada de danos e reparações antes de começar a praticá-las?
Tem alguma reparação que não desejo realizar?
Tenho falado com o meu padrinho de 5º passo ou com algum amigo com quem partilho a minha vida, sobre essas reparações?
Tenho colocado em risco a minha recuperação por causa destas reparações?
Tenho prejudicado o outro com as minhas reparações?
10º PASSO
“Continuamos fazendo o inventário pessoal e quando estávamos errados o admitíamos prontamente.”
Tenho freqüentado grupos de apoio e/ou religiosos de acordo com a minha necessidade?
Tenho trocado, mais do que deveria, a participação nestes grupos por atividades não relacionadas com a manutenção da minha sobriedade?
Tenho percebido variações súbitas de humor no meu dia-a-dia?
Tenho tido reclamações sobre o meu comportamento ou meu estado de ânimo por parte das pessoas da minha convivência (família, trabalho, grupos)? O que tenho feito a respeito?
Tenho sido capaz de enxergar as minhas conquistas e vitórias, ou somente tenho me focado naquilo que me falta, naquilo que ainda não consegui ou naquilo que tenho feito de errado?
11º PASSO
“Procuramos, através prece da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essas vontades.”
Tenho reservado tempo para as questões espiritual, ou me tornando dia-a-dia uma pessoa materialista?
Tenho meditado, procurado ficar em silêncio para uma reflexão interior?
Procuro ajudar outras pessoas, ou só penso em minhas necessidades?
Como está a qualidade dos meus relacionamentos?
12º PASSO
“Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem a outros dependentes e a praticar estes princípios em todas as nossas atividades.”
Estou vivendo conscientemente, no meu dia-a-dia, os princípios contidos nos 12 Passos? Como? Quando?
Tenho tentado ajudar outros dependentes, quando surge a oportunidade, ou tenho evitado este trabalho?
Tenho assumido posturas inadequadas na tentativa de ajudar outros dependentes, sendo arrogante, como me colocando no lugar do outro, não compreendendo o sofrimento do outro?


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Referências bibliográficas:

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Os 12 Passos

1º PASSO
“Admitimos que somos impotentes perante o álcool e as drogas, e que perdemos o domínio sobre as nossas vidas”
Este passo aponta duas situações básicas, na qual coloca o dependente químico frente a uma realidade difícil de admitir, a sua impotência perante o álcool e as drogas e a perda do domínio sobre a própria vida. Impotência significa fraqueza, falta de força Esta fase crítica, exige muita humildade e aceitação de que a pessoa perdeu e precisa admitir que é incapaz de conseguir parar sozinha.
A admissão implica não somente na impotência perante o álcool e as drogas, mas também a impotência perante todo um estilo de vida, ao qual o levou a falência como um todo. Seus hábitos, vícios, emoções, comportamentos, modo de pensar e a sua história de vida devem ser revistos, analisados e modificados, buscando a recuperação da pessoa e suas forças para lutar contra a doença.
Falar menos de drogas e álcool, a humildade para ouvir conselhos, a consciência da necessidade de mudança e a busca do controle das emoções, são as principais mudanças a serem trabalhadas neste passo inicial.
            AUTO-ANÁLISE PARA QUEM PRATICA ESTE PASSO.
            Falo muito sobre drogas se gabando de falsas conquistas?
         Tenho pensamentos secretos sobre uso controlados de drogas?

         Tenho humildade para pedir ajuda quando preciso e para ouvir conselhos?

         Estou buscando mudar pequenos hábitos negativos e defeitos de caráter?
         Tento controlar minhas emoções diminuindo minha agressividade?
         Tenho estado muito irritado, deprimido ou eufórico?
           
2º PASSO
“Admitimos que somente um Poder Superior a nós mesmos poderia nos devolver a sanidade”
Todo dependente químico, mais cedo ou mais tarde, perde a sua sanidade, ou seja, o discernimento das coisas, o bom senso, ele está doente. E a palavra sanidade vem propor exatamente isso, que para estar são é preciso ser capaz de usufruir plenamente de todas as faculdades, e que, se a pessoa perdeu totalmente a capacidade de pensar e de utilizar suas faculdades, certamente perdeu sua saúde física, mental, emocional e espiritual. Pode-se dizer que ele está insano e doente.
Sanidade Física (fazer) significa usufruir plenamente do nosso corpo, ou seja, o nosso bem-estar físico como, alimentação, sono, atividades do dia-a-dia,etc.
Sanidade Mental (pensar) é a capacidade de usufruir plenamente da nossa inteligência, quando planejamos a nossa vida e refletimos sobre ela. A saúde mental consiste em desenvolver a nossa inteligência com a finalidade de crescermos como seres humanos.
Sanidade Emocional (sentir) consiste em manter certo equilíbrio emocional, uma conduta aceitável dentro de um grupo social. É a capacidade de relacionarmos com outras pessoas e com nós mesmos.
Sanidade Espiritual (significar) consiste em buscar algo a mais em nossa vida, algo que dê significado a ela e em tudo o que fazemos. A fé que nos dá força e sentido para as coisas vem de um poder maior que nós mesmos, o Poder superior.
Estas estruturas são interdependentes, ou seja, estão ligadas entre si e se uma delas adoecer todas as outras adoecerão também, formando um círculo vicioso.
É por isso que somente um Poder Superior a nós mesmos poderia nos devolver a sanidade, porque desequilibrados e sozinhos não conseguiremos sair deste círculo de insanidade. Somente algo maior que nós mesmos, pode nos devolver o equilíbrio e a felicidade. Para uma melhor qualidade de vida é fundamental o desenvolvimento destas quatro estruturas com a ajuda do nosso Poder superior.
        
AUTO-ANÁLISE PARA QUEM PRATICA ESTE PASSO.
Estou buscando melhorar minha higiene pessoal, me alimentando bem, dormindo bem e cuidando do meu bem-estar físico?
Estou buscando planejar a minha vida, ter organização e disciplina nas minhas atividades do dia-a-dia?
Estou procurando meus amigos para pedir ajuda, partilhar a minha vida e expor meus sentimentos, ou guardo tudo e reprimo meus sentimentos?
Como está a minha relação com o meu Poder Superior, tenho interesse pela espiritualidade, participo ativamente das atividades da minha comunidade ou grupo ao qual pertenço?
Estou dando importância demais para os bens materiais, sou egoísta pensando somente nas minhas necessidades materiais?
3º PASSO
“Decidimos entregar as nossas vidas e as nossas vontades aos cuidados de um Poder Superior, na forma em que o concebíamos.”
Como foi visto no Passo anterior, uma das maiores insanidades consiste em continuar fazendo as mesmas coisas esperando resultados diferentes. Dessa forma, acredita-se que, a partir da prática destes passos, começamos a fazer as coisas de uma forma diferente, como estamos aprendendo com o programa de recuperação através dos 12 passos.
Mas a prática deste programa e a confiança em um Poder Superiorexigem que façamos muitas renúncias de coisas, pessoas, velhos hábitos negativos e defeitos de caráter, que sempre nos acompanharam em nossa trajetória e nos levaram a falência como seres humanos.
Para renunciar é preciso confiar e entregar as nossas vidas e as nossas vontades a este Poder Superior, desfazendo de tudo o que nos impede de viver em sobriedade e nos aproxima novamente da nossa antiga vida.
AUTO-ANÁLISE PARA QUEM PRATICA ESTE PASSO.
Estou renunciando determinados prazeres e velhos hábitos, ou só renuncio aquilo que me convém?
Estou tendo auto-responsabilidade nas minhas atividades, ou faço as coisas por obrigação?
Busco me perdoar e perdoar as pessoas e as coisas que aconteceram no passado, ou guardo mágoas e ressentimentos?
Estou utilizando o meu tempo livre de maneira eficaz?
Busco não fazer as coisas apenas do meu jeito, aceito conselhos e opiniões?
4º PASSO
“Fizemos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.”
No passo anterior nos encontramos com o nosso Poder Superior que até então não conhecíamos ou não tínhamos qualquer relação. Agora, neste passo vamos aos encontro com nó mesmos, ao encontro da nossa história, do nosso passado, da nossa realidade. Para isso, a condição básica do 4º passo é a honestidade, ou seja, sermos honestos com nós mesmos é a chave para a nossa libertação.
Para isso, devemos fazer um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos. Colocar tudo o que passamos, o que vivemos, nossas alegrias e tristezas, dificuldades, sofrimentos, toda a nossa história de maneira detalhada e sem reserva, nos ajuda a entender que nós somos de fato, nossas virtudes e defeitos, a nossa personalidade, nossas forças e fraquezas.
Neste inventário o mais importante é a honestidade, por isso devemos tomar cuidado para não omitir, não inventar e não distorcer fatos.
Este é um passo de auto-análise profunda e é extremamente necessário para a nossa libertação.
AUTO-ANÁLISE PARA QUEM PRATICA ESTE PASSO.
Estou sendo honesto em tudo o que faço, ou procuro me esquivar e não os meus erros?
Estou omitindo, mentindo ou distorcendo detalhes da minha vida?
Utilizo de mecanismos de defesa, justificando meus atos cometidos no passado, idealizando fatos negativos, ou seja, faço um erro meu parecer uma coisa boa?
5º PASSO
            “Admitimos perante o nosso Poder Superior, perante a nós mesmos, e perante a outro ser humano a natureza exata das nossas falhas.”
         Falar para outra pessoa ou para outro dependente químico, a nossa história e expor os nossos sentimentos, nossas experiências, frustrações e sofrimentos, realmente é muito difícil, e nos faz pensar: Será que estou preparado para isso?
         Mas quem está realmente preparado para tal desafio? Quem confia totalmente no outro a ponto de realizar esse ato tão importante, mas ao mesmo tempo tão difícil e doloroso? Talvez quase ninguém consiga abrir totalmente o seu coração, mas isso não significa que não possamos começar a se libertar aos poucos do nosso passado que tanto nos persegue e atormenta. O 5º passo é o início de um ato de libertação incrível, e começá-lo, mesmo que seja aos poucos, pode ser o início de uma limpeza emocional e espiritual profunda.
        
AUTO-ANÁLISE PARA QUEM PRATICA ESTE PASSO.
        
         Estou conseguindo confiar mais nos meus amigos?
         Estou conseguindo me abrir mais e expor meus sentimentos?
         Tenho tido contato com meu padrinho de 5º passo?
6º PASSO
“Prontificamos inteiramente a deixar que o nosso Poder Superior remova todos esses defeitos de caráter.”
O 6º passo está fundamentado no 3º passo e na nossa vida espiritual, pois é a verdadeira prática da renúncia e da entrega. A cada entrega, a cada renúncia, o nosso contato com o Poder Superior, seja Ele qual for, vai se estreitando e ficando cada vez mais sólido e profundo.
Prontidão significa estar pronto, disposto, preparado. A verdadeira sobriedade significa que temos que estar prontos para uma mudança radical em nosso comportamento, nossos hábitos, nossas companhias, e deve ser sem reservas. Temos que reavaliar as nossas crenças e nossos valores, a fim de que a mudança seja profunda. Se não tivermos prontos para abrir mão destas coisas, a recaída é a conseqüência.
Deixar que o nosso Poder Superior realize essas mudanças não significa que podemos ficar parados esperando. A mudança requer determinação e perseverança, temos que fazer a nossa parte. Não adianta esperar que a nossa vida melhore se continuamos com as mesmas atitudes, sendo a mesma pessoa, tendo os mesmos hábitos e comportamentos.
Para viver em sobriedade é preciso estar pronto para pagar o preço que for para evitar a recaída e renunciar situações e ambientes que colocam a nossa sobriedade em risco.
        
AUTO-ANÁLISE PARA QUEM PRATICA ESTE PASSO.
        
         Estou vivendo o meu dia-a-dia com ânimo e disposição?
         Estou sendo positivo e praticando ações que me tornam uma pessoa melhor?
Faço planos e traço metas concretas a fim de melhorar minha vida pessoal, profissional, familiar e social?
Consigo renunciar pequenos hábitos negativos do dia-a-dia sem ficar mal humorado ou irritado?
Estou buscando a melhoria contínua em minha vida em todos os sentidos?
7º PASSO
            “Humildemente rogamos ao nosso Poder Superior que nos livre das nossas imperfeições.”
        

Humildade é a principal virtude a desenvolver para quem está começando a viver em sobriedade. A humildade nos permite estar sempre buscando entender e aceitar as nossas fraquezas e assim continuarmos na nossa caminhada na recuperação. Perceber que não conseguimos sozinhos, que somos vulneráveis e que precisamos da ajuda dos outros, e que mesmo há algum tempo sem drogas e álcool, não podemos descuidar achando que podemos voltar a fazer as mesmas coisas, freqüentar os mesmos lugares e andar com as mesmas pessoas.

        
         O orgulho nos faz pensar que estamos curados, e isso é extremamente nocivo e perigoso e pode acarretar uma recaída. A falta de humildade nos faz pensar que não precisamos mais buscar a recuperação, de aprender, de conhecer a nós mesmos e de evoluir.
         Se quisermos realmente nos livrar de nossas imperfeições a chave é a humildade, pois ela exige que tenhamos uma grande parcela de aceitação, não para aceitar os outros, mas para aceitar e conhecer a nós mesmos.
AUTO-ANÁLISE PARA QUEM PRATICA ESTE PASSO.
        
         Sinto que estou curado e que não preciso mais de ajuda?
         Busco ouvir a opinião dos outros ou quero fazer tudo do meu jeito?
         Sinto que as pessoas dos Grupos de Apoio não têm nada a me oferecer?
         Acredito que posso buscar a minha sobriedade sozinho?
         Estou me freqüentando lugares e andando com pessoas que possam oferecer risco para a minha sobriedade?
8º PASSO
         “Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.”
         O Arrependimentoé a chave deste passo e a necessidade de descobrir os danos causados as pessoas que convivemos durante anos na nossa adicção é o despertar de um sentimento de cura interior.
         Quando decidimos dar um basta na nossa vida de uso e abuso de drogas e álcool, decidimos estar prontos para fazer o que fosse preciso para se libertar deste cárcere e aos poucos vamos descobrirmos o quanto a nossa doença afetou e prejudicou as pessoas ao nosso redor. Este sentimento de culpa é natural se seguido do arrependimento, pois nos torna mais sensíveis com a dor do outro.
          Desenvolver a capacidade de nos importar com as conseqüências dos nossos atos é um grande sinal de maturidade emocional. Devemos reparar os danos causados as pessoas que prejudicamos fisicamente, materialmente, psicologicamente e emocionalmente, pois nos liberta da culpa para seguirmos em frente sem continuarmos reféns de nossas lembranças, sentimentos e emoções. É por isso que tivemos que aprender a lidar com o orgulho e sermos mais humildes, para aceitar os nossos erros e repará-los.
AUTO-ANÁLISE PARA QUEM PRATICA ESTE PASSO.
        
Tenho me preocupado em perceber os danos que posso ter causado no meu dia-a-dia?
Consigo pedir perdão quando prejudico alguém?
Consigo me colocar no lugar do outro?
Procuro me perdoar quando erro, ou acho que eu não posso errar e procuro ser perfeito com medo de recair?
  
9º PASSO
         “Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las, ou a outrem.”
Depois de termos relacionado todas as pessoas que nós prejudicamos, de nos colocarmos no lugar do outro e de nos importarmos com as conseqüências de nossos atos nos levando a um profundo arrependimento, chegou o momento de fazer as reparações dos nosso erros do passado.
Para que isso aconteça é necessário coragem, palavra-chave deste passo, para tomar atitude de ir atrás das pessoas e situações que ficarão pendentes no passado. Mas não é tão fácil fazer estas reparações, pois as circunstâncias nem sempre são favoráveis. Muitas pessoas podem ter se mudado e não vermos mais, outras já podem ter falecido, e entre outras situações que nos levam a fazer as reparações de uma outra forma.
As reparação que não podemos fazer diretamente a pessoa podemos fazer indiretamente, ou seja, ajudando uma outra pessoa, ajudando outros dependentes químicos e através de oração e sacrifícios. Sendo realistas, muito dificilmente conseguiremos realizar todas as reparações necessárias e as que podemos fazer diretamente, podem haver certas dificuldades e a possibilidade de receber uma negativa. Por isso deve se considerar três pontos fundamentais para fazer as reparações:
ü       Coragem
ü       Prudência
ü       Sentido de escolha do momento.
Coragem
Dar o primeiro passo e tomar a iniciativa de ir atrás da pessoa prejudicada para pedir perdão não é tarefa fácil. Muitas vezes pode acontecer de nada hora exata vacilarmos e recuarmos com medo de receber um “não” como resposta, ou até mesmo ouvirmos ofensas da pessoa. Temos que compreender que esta pessoa ainda guarda muita mágoa e que é natural que ela se sinta assim. Daí a necessidade da “Coragem para modificar aquelas que podemos”. Neste caso, deve-se recuar e esperar um outro momento oportuno, ou talvez tentar fazer a reparação de outra forma se for o caso.
Prudência
A prudência é a capacidade de perceber o que é conveniente e o que não é. Ela consiste na profunda análise da escolha do momento oportuno, na cautela ao falar e na forma que será feita a reparação. Se não fizermos um estudo minucioso do que é possível e impossível ser feito, poderemos cometer grandes erros na tentativa de realizar as reparações.
Sentido de escolha do momento
Escolher o melhor momento para fazer a reparação pode aumentar a probabilidade de se obter sucesso na tarefa. Quando falamos de momento nos referimos a dois tipos de momentos: o momento interior e o momento exterior.
O momento interior está relacionado com o estado psicológico, emocional e espiritual do indivíduo, sejamos nós mesmos ou a pessoa, com a qual vamos efetuar as reparações. Não adianta tentarmos fazer reparações se não estamos em um bom momento.
O momento exterior representa as circunstâncias em que ocorrerá a reparação, o ambiente físico, as companhias, a disposição de tempo nossa e do outro. Se primeiramente analisamos o nosso momento interiorpara fazer a reparação, agora devemos também observarmos o momento da outra pessoa.
AUTO-ANÁLISE PARA QUEM PRATICA ESTE PASSO.
        
Fiz uma relação detalhada de danos e reparações antes de começar a praticá-las?
Tem alguma reparação que não desejo realizar?
Tenho falado com o meu padrinho de 5º passo ou com algum amigo com quem partilho a minha vida, sobre essas reparações?
Tenho colocado em risco a minha recuperação por causa destas reparações?
Tenho prejudicado o outro com as minhas reparações?
10º PASSO
         “Continuamos fazendo o inventário pessoal e quando estávamos errados o admitíamos prontamente.”
O 10º passo é um passo de manutenção da nossa recuperação, ou seja, a prática deste passo nos ajuda a manter aquilo que conseguimos com tanto esforço e dedicação, “a vida em sobriedade.”
Nesta fase precisamos elaborar estruturas que nos ajudem a manter o que iniciamos, como a participação em reuniões, a espiritualidade e todas as ferramentas que reunimos para caminharmos limpos. Muitos dependentes encontram atividades que mais se identificam, como a prática de esportes, estudos, a música, etc. O convívio com os amigos de recuperação, o bom relacionamento com a família e com o trabalho, tudo o que for saudável e com uma boa dose de equilíbrio, é fundamental para manter-se sóbrio e ter uma boa qualidade de vida.
Além de manter as nossas estruturas, a finalidade principal deste passo consiste em identificar as variações emocionais durante o nosso dia, uma vez que o desequilíbrio emocional pode comprometer a nossa qualidade de vida, prejudicar a nossa disciplina e a nossa qualidade de vida, e conseqüentemente iniciar um processo de recaída.
É a verdadeira prática da auto-análise, do inventário pessoal, que nos leva a identificar nossas reações emocionais, nossos comportamentos e principalmente os pontos positivos, nossas conquistas, sentimentos de alegria e satisfação que reforçam o nosso bem-estar e auto-estima.
O inventário pessoal é importante para que possamos viver com serenidade, tomar decisões com responsabilidade e honestidade, admirar o que é bom da vida e resolver nossos problemas e frustrações sem usar álcool e/ou drogas.
AUTO-ANÁLISE PARA QUEM PRATICA ESTE PASSO.
             
Tenho freqüentado grupos de apoio e/ou religiosos de acordo com a minha necessidade?
Tenho trocado, mais do que deveria, a participação nestes grupos por atividades não relacionadas com a manutenção da minha sobriedade?
Tenho percebido variações súbitas de humor no meu dia-a-dia?
Tenho tido reclamações sobre o meu comportamento ou meu estado de ânimo por parte das pessoas da minha convivência (família, trabalho, grupos)? O tenho feito a respeito?
Tenho sido capaz de enxergar as minhas conquistas e vitórias, ou somente tenho me focado naquilo que me falta, naquilo que ainda não consegui ou naquilo que tenho feito de errado?
11º PASSO
            “Procuramos, através prece da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essas vontades.”
        

Depois de termos compreendido melhor nós mesmos, nosso comportamento, nossos sentimentos e a nossa relação com o mundo e com as pessoas é chegada a hora de desenvolvermos o nosso contato profundo com o Poder Superior.

         Vale a pena ressaltar que religiosidade e espiritualidade são coisas bem diferentes, sendo que a primeira consiste em seguir determinada religião, e a segunda é o conhecimento profundo de nós mesmos, de algo maior que nós mesmos e o bom relacionamento com o mundo e com as pessoas. Podemos dizer que uma pessoa que está bem com ela mesma, com a família, trabalho e amigos está espiritualmente bem. É a chamada paz interior.
         Somos muito materialistas e buscamos constantemente estarmos bem por fora, o dinheiro, bens materiais e tudo o que pode causar uma boa impressão para os outros e nos afastamos cada vez mais da espiritualidade. Aos poucos perdemos a nossa saúde espiritual, nossa paz interior, pois os bens materiais melhoram a nossa aparência, mas não o que somos por dentro, e sem perceber vamos adoecendo novamente.
         Freqüentar um grupo religioso é muito importante, mas para aqueles que não têm uma religião e preferem manter o contato com o Poder Superior à sua maneira, procure desenvolver a sua espiritualidade de outras maneiras, como por exemplo, ajudando outros dependentes químicos ou outras pessoas que precisam de algum tipo de ajuda, leve a mensagem dos 12 passos a outras pessoas, leve conforto e ajuda às famílias de dependentes químicos, sempre esteja disposto a estender a mão a quem precisa de ajuda.
AUTO-ANÁLISE PARA QUEM PRATICA ESTE PASSO.
              
Tenho reservado tempo para as questões espiritual, ou me tornando dia-a-dia uma pessoa materialista?
Tenho meditado, procurado ficar em silêncio para uma reflexão interior?
Procuro ajudar outras pessoas, ou só penso em minhas necessidades?
Como está a qualidade dos meus relacionamentos?
12º PASSO
            “Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes passos, procuramos transmitir esta mensagem a outros dependentes e a praticar estes princípios em todas as nossas atividades.”
Este passo vem propor a prática de todos os princípios aprendidos na nossa jornada, a

transmissão da mensagem e o despertar espiritual. Como já vimos anteriormente, não adianta apenas ler e conhecer profundamente os 12 Passos, é preciso atitude constante de mudança. É hora de vivermos o “Só por hoje” que tanto falamos, mas de uma maneira profunda. O “Só por hoje” não deve ser confundido de maneira que nós vivamos sem pensar no futuro, sem planejar, mas construindo a nossa sobriedade e qualidade de vida dia após dia, estando dispostos a realizar pequenas mudanças, pequenos detalhes da nossa vida, desde a hora que acordamos até a hora que vamos dormir. Viver em sobriedade não é ser perfeito, mas tentar melhorar sempre.

         Por despertar espiritual pode-se entender como uma nova maneira de enxergar a realidade e a nossa vida. O despertar espiritual aumenta a sensação de bem-estar, diminui a ansiedade, angústias e tensões, nos dando equilíbrio para lidar com as situações e frustrações, além de melhorar o nosso relacionamento com as pessoas. Podemos dizer também, que viver o despertar espiritual, não quer dizer apenas ir na igreja, mas a transformação do ser como um todo. Freqüentar algum tipo de religião é importante, mas de nada adianta se não tiver ação. Como diz na Bíblia “A fé sem obras é morta”, ou seja, o desenvolvimento da espiritualidade significa viver em plenitude com o mundo, com o Poder Superior e com o próximo, sendo útil, participando e ajudando o próximo e a si mesmo.
         Muitas pessoas procuram ajuda nas igrejas e em grupos de apoio somente no momento do desespero, quando o desespero vai embora, esquece que é dependente e que precisa estar em manutenção diária, e a conseqüência é a recaída.
         O dependente deve estar sempre buscando espalhar a mensagem da recuperação e da vida em sobriedade constantemente, mas com certa cautela para não colocar a sua sobriedade em risco. Ajudar o outro que sofre, ajudar as famílias que sofrem, ser exemplo de superação, praticar o bem sempre, ter disciplina, ser honesto com os outros e consigo mesmo, viver de bem com a vida apesar dos problemas e desafios que possam surgir no caminho e agradecer sempre! A sobriedade é isso!
          
AUTO-ANÁLISE PARA QUEM PRATICA ESTE PASSO.
              
Estou vivendo conscientemente, no meu dia-a-dia, os princípios contidos nos 12 Passos? Como? Quando?
Tenho tentado ajudar outros dependentes, quando surge a oportunidade, ou tenho evitado este trabalho?
Tenho assumido posturas inadequadas na tentativa de ajudar outros dependentes, sendo arrogante, como me colocando no lugar do outro, não compreendendo o sofrimento do outro?
 UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!

Referências Bibliográficas:

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A face oculta

A FACE OCULTA

Ser e Ação

A idéia de mudar as ações sem haver uma transformação profunda do ser, é como um vulcão prestes a entrar em erupção, visto de longe é uma linda montanha, imensa e onipotente, mas por dentro existe o fogo ardente aguardando o momento certo para explodir e fazer um estrago. A única maneira de mudar é a completa abnegação das decadências humanas, nossos pensamentos, nosso egoísmo, nosso orgulho, nossa vaidade!
Se você estiver com raiva e quiser mudar sua ação, o que você fará? Você reprimirá a raiva, mostrará uma face falsa e terá de usar uma máscara.
Se você tiver a sexualidade, o que você fará para deixar de pensar nela ou tentar mudá-la? Você pode fingir ou se esconder atrás de uma aparência de religioso assíduo, mas no fundo o vulcão continuará insistindo, até que entre em erupção.
Você sempre estará com medo, se escondendo de si próprio, maquiando o seu íntimo atrás de filosofias e doutrinas na intenção de ser aprovado pelos outros.
Você já observou os pretensos religiosos? Eles estão sempre com medo, com medo do inferno, e devido ao terrível medo do “Fogo do Inferno”tentam incessantemente e a qualquer custo entrar no paraíso. Mas o que é o paraíso? Será que as pessoas sabem o que é o paraíso? Será que lá existe um velhinho com uma longa barba branca sentado em um trono e ao seu redor milhares de pessoas contemplando a sua face em uma ociosidade monótona? Deus é ação! É movimento de vida constante e não se compraz da inércia e do ócio.
Se você mudar a sua consciência, o paraíso vem até você, e não é você que vai até ele. Ninguém jamais foi ao paraíso e ninguém jamais foi ao inferno, porque esses dois lugares estão dentro de nós, é um estado de espírito. Guarde bem isso: o paraíso vem até você, o inferno vem até você. Só depende de você!
Tudo o que você chama vem até você. Por exemplo, se você quer que a sua família se entenda e não brigue mais, então comece a ser mais gentil, menos arrogante, procure o diálogo e o entendimento. Tudo o que chamamos vem até nós, se eu quero que as pessoas gostem de estar ao meu lado, tenho que atraí-las, ninguém gosta de pessoas negativas e que só reclamam. Se eu quero ser tratado bem, então eu tenho que ser simpático com as pessoas, e assim por diante. Temos que nos esforçar para que o paraíso venha até nós.
O esforço é agradável aos olhos de Deus, e podem acreditar tudo o que conquistamos sem esforço, o bem não está presente.
Se o seu ser mudar, você fica disponível para o paraíso e ele desce até você. Se o seu ser não mudar, você fica em conflito, forçando uma coisa que não existe. Assim você fica cada vez mais falso até se tornar duas pessoas, onde mostra uma coisa e é outra. Faça o teste, o que você faz quando não há ninguém vendo você? O que você pensa?
O ser que não muda entra sempre em contradição, pois fala uma coisa e faz outra completamente diferente. Está sempre se perdendo com as palavras e ações e se torna uma pessoa dúbia e duvidosa. Está sempre brincando de esconde-esconde consigo mesmo.
Quando se vive desta maneira, cheio de conflitos interiores e tensões mentais, a ansiedade e a angústia são naturais nesse estado. Você vive em estado de febre constante, pois ou está ansioso, ou está com raiva, ou está com inveja, ou está desdenhando, ou está reclamando.
E o inferno é isso!
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!
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Crescem casos de divórcio devido ao consumo de álcool pelas mulheres.

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Há muito tempo, as mulheres buscam igualdade entre os gêneros e estão conquistando isso em todas as áreas, mesmo nas negativas.


Segundo matéria publicada no jornal Daily Mail, vem crescendo o número de pedidos de divórcio feitos pelos maridos devido ao hábito das mulheres de consumir álcool e, em alguns casos, acusações de alcoolismo.

A informação veio do escritório Slater & Gordon que aponta crescimento de 70% nos casos nos últimos cinco anos. A advogada Amanda McAlister diz que cuida de 40 a 50 casos anualmente no qual os homens estão insatisfeitos com a bebedeira das companheiras. “A tradicional imagem do homem passando longas horas no bar e as mulheres que ficavam cuidando das crianças é menos comum do que há apenas 10 ou 15 anos”, disse.
Entre as reclamações encontram-se saídas com as amigas, algumas que chegam a ir até às 4h da manhã. Outros dizem que as mulheres ficam bebendo em casa e culpam o estresse ou a depressão. Há relatos de companheiras que bebem às escondidas, mas os homens acabam encontrando garrafas vazias pela casa ou no lixo.
A advogada conta que inicialmente os homens chegam ao escritório e apontam um motivo diferente para o pedido de divórcio, como o fato de a mulher não trabalhar ou não ajudar em casa. “Ao longo do processo descobrimos que é porque ela está frequentemene bêbada ou de ressaca”, disse Amanda.
Fonte: Terra

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Os pensamentos e as doenças

Os nossos pensamentos definem o que somos e como agimos e interagimos com o mundo ao nosso redor. Dessa forma, melhorar o nosso conteúdo mental, a forma como vemos as pessoas e a vida, como pensamos a respeito das coisas, interfere diretamente no nosso equilíbrio emocional e

espiritual. Seres carregados de angústias, rancores, perturbações mentais e distorções da realidade podem desenvolver sérias doenças físicas e psíquicas. O mundo materialista em que vivemos nos diz o tempo todo que devemos adquirir coisas acima de tudo, conquistar, revidar, competir. 

Todos nós temos o hábito de cuidar muito bem dos nossos bens materiais, da nossa aparência, da nossa reputação perante a sociedade e seus valores distorcidos, e esquecemos de cuidar do nosso mundo interior, do nosso espírito. Esquecemos do nosso poder mental, intelectual, emocional, sentimental e moral. O resultado disso é uma vida de inquietude e discórdias que acarretam uma série de mágoas e dores manifestadas através de vícios e excessos de todos os gêneros, desvirtudes, desequilíbrios e ações repugnantes da alma que podem gerar uma série de doenças graves no corpo físico.
Jesus, o grande médico dos médicos, mostrou ao mundo com seus ensinamentos a prática da moral divina baseada nas grandes virtudes, como o amor, a caridade, a oração, a humildade, o perdão, a justiça e a fé. Ele quis nos mostrar que através dessas virtudes conseguimos educar nossos sentimentos e emoções, pois é muito mais fácil odiar do que amar, agredir do que silenciar, condenar do que perdoar.
Quando educamos nossos sentimentos e emoções, conseguimos direcionar nossos pensamentos para coisas boas e mantemos um estado de humor tranqüilo, evitando assim sérios problemas de saúde. Pessoas angustiadas, ansiosas e negativas tendem a estar sempre tensas, e com isso, o coração, a mente e todo o resto do corpo adoece.A medicina consegue provar a cada dia que muitas doenças, como por exemplo o câncer, são causadas em grande maioria por fatores emocionais.
A grande vacina para os males dos maus pensamentos é a prática das virtudes que Jesus ensinou através do Evangelho.  Não adianta caminhar nas vias da neutralidade, pior que fazer o mau é negligenciar o bem e para alcançar a tão almejada paz interior devemos praticar o bem para evitar o mau. 
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